Voleibol

07-06-2017 16:13

Selecionador nacional acredita que piso duro vai ser um massacre para os jogadores

Hugo Silva não crê que o piso duro seja a melhor escolha para os jogadores.
Hugo Silva, selecionador luso de voleibol
Foto: José Coelho/Lusa

Hugo Silva, selecionador nacional de voleibol

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O selecionador português de voleibol, Hugo Silva, considerou hoje que o piso duro do Budvar Arena, em Ceske Budejovice, República Checa, onde de sexta-feira a domingo decorre o grupo F2 da Liga Mundial, "será massacrante para os atletas".

O Budvar Arena, com capacidade para 6.400 lugares, embora com menos lotação para o voleibol, é um pavilhão de raiz para a prática do hóquei no gelo, casa do Motor Ceske Budejovice, e a inexistência de uma caixa-de-ar faz com que o piso seja duro.

"Entre treinos, com saltos, e três jogos consecutivos, este piso vai ser massacrante", referiu à agência Lusa Hugo Silva, após a realização da primeira sessão de treino em Ceske Budejovice, sede do grupo F2 da Liga Mundial.

O selecionador destacou a aplicação dos jogadores na sessão, onde foram ensaiadas as várias ações de jogo, e em que Afonso Guerreiro, zona 4 de 22 anos e de 1,97 metros, foi adaptado a central, dada a ausência do lesionado Marcel Gil.

Esta medida preventiva do selecionador Hugo Silva, que só dispõe de dois centrais, Filipe Cveticanin, de 20 anos e 1,99 metros, e Phelipe Martins, de 26 anos e 2,01 metros, surge para "prevenir qualquer eventualidade".

O central Marcel Gil lesionou-se na tibiotársica direita na disputa do primeiro ponto do jogo com o Japão, sábado em Proprad, na Eslováquia, e teve que abandonar os trabalhos da seleção, para regressar ao Porto, onde se encontra em tratamento.

O primeiro treino em solo checo foi antecedido de uma sessão de musculação e ainda não contou com o zona 4 João Oliveira, do Vitória de Guimarães, chamado pela equipa técnica nacional para colmatar a vaga deixada em aberto por Marcel Gil.

João Oliveira, de 21 anos e 1,96 metros, juntar-se-á à comitiva ainda hoje, tendo em vista integrar os trabalhos de preparação para a disputa do grupo F2, no qual Portugal se estreia sexta-feira com a Holanda, seguido de Egito (sábado) e República Checa (domingo).

A fase Intercontinental do grupo 2 da Liga Mundial, no qual Portugal se sagrou vice-campeão em 2016, em Matosinhos, na final disputada com o Canadá, decorre ao longo de três semanas, de 2 a 18 de junho.

No primeiro torneio do grupo 2 da Liga Mundial, em Poprad, Portugal somou uma vitória sobre o Japão (3-2) e duas derrotas frente à seleção anfitriã da Eslováquia (3-0) e da Austrália (3-2).

A final a quatro do grupo 2 da Liga Mundial é disputada pelos três melhores classificados na fase intercontinental - Portugal ocupa neste momento a 9.ª posição - e pelo país organizador (Austrália), e decorre de 23 a 25 de junho.

Conteúdo publicado por Sportinforma