Ricardo Costa foi o porta-voz da ambição e da ilusão da Seleção Nacional no terceiro dia de estágio em Óbidos, com vista à participação no Euro2012.

O central do Valência enaltece as capacidades de Portugal e dos jogadores às ordens de Paulo Bento. «Temos capacidade para fazer sonhar todos os portugueses. Temos essa noção e essa vontade. Primeiro queremos passar a fase de grupos, que é o nosso principal objetivo, e se chegarmos à final, ganhar. É um sonho, mas para o realizar temos de trabalhar diariamente», afirmou o jogador, numa roda de imprensa que antecedeu o treino desta manhã.

«Estamos a formar um grupo forte, capaz e já a pensar no primeiro jogo. Nos treinos já começámos a aumentar o ritmo e estamos a conhecer-nos cada vez melhor. A preparação foi feita com cuidado pelo selecionador, mas também com o objetivo de chegarmos ao Europeu muito bem, tanto a nível físico como mental», acrescentou o internacional português.

Aos 31 anos, Ricardo Costa volta a merecer a confiança de um selecionador para uma fase final de uma grande competição. O central assegura que quer «ser uma opção válida» para Paulo Bento e que a chamada é um reconhecimento do seu «trabalho nos clubes».

Sobre a Alemanha, a primeira adversária de Portugal no Euro2012, num jogo com data marcada para 9 de junho, o defesa refere que «não ser favorito pode ser bom» para a equipa das quinas: «Há seleções muito fortes, como a Alemanha, França e Holanda e a nós resta-nos trabalhar e ter confiança nas nossas capacidades. Sabemos das dificuldades e queremos estar muito fortes para vencer essas seleções. É bom começar com a Alemanha, porque é uma equipa forte».

Nem as palavras de Franz Beckenbauer, nas quais a lenda do futebol germânico exalta a qualidade da atual seleção do seu país como a melhor de sempre da sua história, retiram a confiança a Ricardo Costa. «Pode dizer o que quiser, é sinal que tem confiança na sua seleção, mas nós também temos confiança na nossa e estamos a trabalhar e a mentalizar-nos da nossa qualidade», frisou, desvalorizando as duas últimas derrotas com os alemães em jogos oficiais: «Isso é passado. Temos de viver o presente e esse presente é no dia 9, onde temos todas as condições de ganhar e fazer um bom jogo.»

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