O futebolista internacional brasileiro Neymar doou cerca de 870 mil euros para a luta contra a pandemia covid-19 no seu país, revelou hoje o canal SBT.

Segundo a estação de televisão brasileira, o contributo de Neymar será em parte para a Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, enquanto o restante irá para um fundo de solidariedade criado pelo apresentador de televisão Luciano Huck, amigo pessoal do jogador de 28 anos.

Possível candidato às presidenciais de 2022, Huck anunciou recentemente ter doado cerca de 260 mil euros a moradores de bairros pobres do Rio de Janeiro, que vivem em condições particularmente vulneráveis ao coronavírus.

Neymar seguiu o exemplo do colega do Paris Saint-Germain, Kylian Mbappé, que fez uma doação avultada, embora não tenham sido revelados os valores, à fundação Abbé-Pierre.

O futebolista ‘canarinho’ tem passado este período de interrupção competitiva no Brasil, na vila de Mangaratiba, perto do Rio de Janeiro, onde nos últimos anos esteve vários meses de convalescenças a diversas lesões.

A semana passada, Neymar publicou fotos nas redes sociais rodeado de amigos em campo de voleibol de praia, enquanto boa parte do mundo cumpre rígidas regras de confinamento social.

As imagens polémicas mereceram diversas reações negativas, às quais respondeu que não tem recebido visitas e que está numa casa “completamente isolada”, com outras pessoas que viajaram com ele desde França e cumprem quarentena antes de se juntarem às respetivas famílias.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil. Dos casos de infeção, cerca de 200.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com cerca de 560 mil infetados e perto de 39 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 246 mortes e 9.886 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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