A seleção portuguesa de futebol está obrigada a vencer sexta-feira a Islândia, no Dragão, para poder, terça-feira, selar o apuramento para o Europeu de 2012 com um empate em Copenhaga, face à Dinamarca.

O empate face aos islandeses não afasta Portugal, nem mesmo a derrota, mas, depois de quatro triunfos consecutivos, em outros tantos jogos oficiais na “era” Paulo Bento, não se espera outra coisa que não a vitória.

O triunfo face aos islandeses pode aliás, mesmo seguido por um desaire na Dinamarca, vir a garantir, como eventual “rei” dos segundos, a sétima presença consecutiva numa fase final (desde 2000) e quinta num europeu (desde 1996).

Portugal não se apresenta, porém, na sua máxima força, longe disso, face às muitas baixas no setor recuado, nomeadamente dos “merengues” Fábio Coentrão e Pepe, sem esquecer o ponta-de-lança Hugo Almeida, todos lesionados.

O rol de baixas inclui ainda o “desertor” Ricardo Carvalho, que abandonou o último estágio, para o jogo no Chipre (4-0), e foi castigado por um ano pela FPF, e de Danny, ausente devido a “motivos pessoais”.

Ainda assim, sobram armas para manter o ciclo vitorioso, que será colocado à prova especialmente em Copenhaga, já que a Islândia, que nunca esteve na luta pelo apuramento, não parece capaz de criar grandes problemas.

O embate com os islandeses, que Portugal bateu fora por 3-1, poderá servir para o selecionador luso experimentar uma nova defesa, sendo que o maior problema estará à esquerda, face à ausência de um substituto imediato para Coentrão.

Miguel Veloso, Eliseu e Sereno são as hipóteses para a esquerda, enquanto João Pereira (direita) e Bruno Alves e Rolando (centro) são nomes certos na defesa, à frente do guarda-redes Rui Patrício, que manterá a titularidade.

No meio-campo, Raul Meireles e João Moutinho deverão voltar a ter a companhia de Carlos Martins, com Ruben Micael à espreita, enquanto o ataque será, certamente, entregue a Cristiano Ronaldo, Nani e Hélder Postiga.

O ex-técnico do Sporting também não se pode queixar de falta de soluções no banco, nomeadamente ofensivas, pois terá ao seu dispor Ricardo Quaresma, Silvestre Varela e Nuno Gomes, que tem faturado pelo Sporting de Braga.

À entrada para os dois últimos jogos, Portugal, que começou de forma desastrada (4-4 com o Chipre e 0-1 na Noruega), com Agostinho Oliveira no lugar do castigado Carlos Queiroz, já segue na liderança.

A formação das “quinas”, vencedora dos últimos quatro jogos (3-1 à Dinamarca, 3-1 na Islândia, 1-0 à Noruega e 4-0 no Chipre), soma os mesmos 13 pontos de dinamarqueses e noruegueses, sendo que estes últimos só têm um encontro por disputar (terça-feira, face ao Chipre, em Oslo).

Sexta-feira, Portugal recebe a Islândia, enquanto a Dinamarca desloca-se ao Chipre, para, quatro dias volvidos, discutirem entre si a conquista do Grupo H, em Copenhaga.

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