O ex-futebolista Rui Costa mostra-se confiante num bom desempenho luso no Euro2012, porque “o português consegue sempre superar-se em momentos de maior dificuldade”, além de considerar que a equipa “não é o elo mais fraco” do Grupo B.

“É um pouco por isso que eu estou menos receoso. O jogador português, ou o português em si, consegue sempre superar-se em momentos de maior dificuldade. Apanhar um grupo que é considerado forte, pesado, vai fazer com que todo o País - e isso será transmitido aos jogadores - sinta que não vai haver facilidades nenhumas. Vai haver uma concentração e disciplina bem diferentes do que se o grupo fosse mais abordável”, afirmou, em entrevista à agência Lusa.

Portugal é “um dos quatro possíveis apurados daquele grupo, não o elo mais fraco, com toda a certeza”, segundo o atual diretor-desportivo do Benfica, com 40 anos.

“São quatro equipas muito fortes. Estou convencido de que Portugal vai levar de vencida esta primeira fase, mas, como já tenho ouvido de alguns responsáveis pela seleção, concordo com o que têm dito: o primeiro passo é passar o grupo e a partir dali tudo pode acontecer, como a Grécia, em 2004. A partir dos quartos de final, são jogos secos, tudo pode acontecer. Portugal deverá pensar assim, passar o grupo e depois logo se vê, passo a passo”, anteviu.

O antigo “maestro” de Benfica, Fiorentina ou AC Milan relativiza o poder dos adversários: «Da mesma forma como nós pensamos que o grupo é forte, não tenho a menor dúvida de que alemães, dinamarqueses e holandeses pensem o mesmo de Portugal».

«Somos nós que, por vezes, nos desvalorizamos a nós próprios. Se olharmos para a nossa seleção, a grande maioria destes jogadores estão nos clubes mais representativos da Europa, portanto são mais do que famosos para os estrangeiros. Também vão dizer que Portugal tem o Cristiano Ronaldo, o Nani, tem este, aquele e o outro, jogadores de uma dimensão altíssima», disse.

Rui Costa salientou também as condições físicas e mentais com as quais as equipas se irão apresentar na Ucrânia e na Polónia, «uma coisa que se desvaloriza muito, mas que, na realidade, pesa muito - o momento de forma dos jogadores, a constituição da equipa, lesões que possam haver».

Sobre as escolhas do antigo colega, Paulo Bento, Rui Costa preferiu não comentar, uma vez que «são estes 23 que vão representar Portugal, foram escolhidos pelo selecionador nacional e merecem apoio e respeito» até porque, «como em cada constituição de cada equipa, toda a gente tem uma opinião».

«O Paulo (Bento) sempre teve, mesmo enquanto jogador, esta tendência de treinador, era um jogador com boa visão de jogo, fazia uma boa leitura do futebol. Fez um bom trabalho por onde passou, no Sporting, na seleção, para a levá-la ao Europeu. E tem uma vantagem, também participou em Europeus, conhece o ambiente de estar dentro do campo e isso pode ser uma mais-valia para todos nós», concluiu.

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