O ex-selecionador nacional, Luiz Felipe Scolari, comentou a saída de Ricardo Carvalho da seleção nacional após um diferendo com Paulo Bento. O técnico brasileiro reconheceu que defesa central português não se esforçava nos treinos e que era uma autêntica «nhaca», tradução: preguiça.

«Quando soube, comecei a rir. É uma coisa típica do Ricardo. Às vezes tem atitudes que jamais se imaginam e depois arrepende-se», começou por dizer em entrevista à RTP.

A ausência de Ricardo Carvalho no lote de convocados de Paulo Bento acabou por não ser uma surpresa para Scolari, que diz entender perfeitamente o selecionador nacional.

«Para um técnico, observá-lo a treinar dá raiva. Um treinador fica tinhoso com ele. Não quer saber nada do treino, é uma nhaca, como dizemos no Brasil, uma preguiça», admitiu Scolari, frisando, no entanto, que o comportamento de Carvalho em campo é: «totalmente diferente. É um leão. Cobre, antecipa-se, posiciona-se, sabe liderar…É um espetáculo».

Ricardo Carvalho retirou-se da seleção nacional a 31 de agosto de 2011 depois de perceber que não iria ser titular frente ao Chipre. Scolari revelou que teve uma situação semelhante quando era selecionador nacional de Portugal mas que Carlos Godinho o persuadiu a integrar o defesa central.

«Houve uma vez que, ao vê-lo treinar, disse que não o convocava. Aí, o Godinho é que me disse: “Felipe, a olhar pelos treinos, ele nem nos juvenis ou juniores jogava”», revelou o técnico brasileiro, reforçando que: «No FC Porto também demorou tempo. Era melhor, mas parecia que não queria.

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