Éderzito António Macedo Lopes, avançado, internacional português e, há precisamente um ano, novo herói nacional no campo do futebol. O jogador do Lille entrou na convocatória de Fernando Santos como um ‘patinho feio’. A sua escolha foi muito contestada, mas o selecionador nacional defendeu o avançado como fez com todos os 23 jogadores que levou para França.

Fora das escolhas para o onze inicial, Éder esteve em França como uma opção de ataque para os confrontos em que fosse preciso mais ‘poder de fogo’. No europeu de França, a estreia do avançado decorreu logo no primeiro encontro da fase de grupos. Frente à Islândia, Fernando Santos lançou o jogador a cinco minutos do fim quando Portugal empatava 1-1 com a equipa nórdica. Sem muito tempo, a presença de Éder não se fez notar na formação lusa.

Com um empate no seu jogo inaugural, Portugal voltou a empatar na segunda jornada da fase de grupos. Frente à Áustria, à semelhança do que tinha acontecido com a Islândia, Éder voltou a ser lançado a poucos minutos do final do encontro na esperança de conseguir um golo, mas sem efeito. Portugal não fez balançar as redes da equipa austríaca e Éder continuava sem fazer golos no Europeu.

No derradeiro encontro da fase de grupos não houve lugar para o avançado no escaldantes Portugal 3-3 Hungria. Nani e um bis de Ronaldo fizeram os três tentos da equipa lusa em França para garantir um apuramento puxado a ferros, mas longe dos ‘tubarões’ da Europa.


Fase a eliminar em branco até… à final

Éder ficou de fora dos três jogos que deram acesso à final do Campeonato da Europa. Nas eliminatórias contra Croácia, Polónia e País de Gales, o jogador não foi opção e apenas no jogo da final frente à anfitriã França é que o camisola 9 voltou a ser lançado por Fernando Santos.

No derradeiro jogo, Portugal sentiu um duro revés ao perder Cristiano Ronaldo ainda na primeira parte. O capitão sofreu uma entrada dura de Payet e ficou de fora do jogo com uma lesão no joelho. Num encontro que terminou 0-0 nos 90 minutos, Portugal viu Éder entrar aos 79 minutos para o lugar de Renato Sanches.

Apesar de não ter tido muitas oportunidades, o avançado português foi decisivo no controlo de bola, uma vez que ganhou praticamente todas as bolas que disputou no ar. Ainda assustou com o golo na sequência de um canto, mas Lloris defendeu a bola.

O guardião francês não conseguiu, no entanto, parar o remate que, aos 109 minutos, colocou Portugal na frente e a poucos minutos de ser campeão da Europa. O poderoso tento foi marcado por Éder com um grande remate de fora da área depois de uma jogada de entendimento da equipa lusa.


Reveja o momento do golo de Portugal na final do Euro


Até ao final não houve alterações no marcador e Portugal sagrou-se campeão da Europa pela primeira vez à boleia do remate de Éder. O capitulo mais bonito da história do futebol português faz hoje um ano e ainda ninguém se esqueceu do que foi conquistado em Paris.