Adeptos ingleses aprovam mais espectadores no Estádio de Wembley, mas estão divididos sobre a isenção de quarentena durante o Euro2020 a adeptos de outras seleções nacionais.

“Penso que não faz diferença termos mais pessoas no estádio, desde que estejam vacinadas ou façam um teste antes”, disse Ali hoje à Agência Lusa, antes do jogo de Inglaterra contra a República Checa para o Grupo D.

A entrada no Estádio de Wembley só é permitida a espetadores duplamente vacinados há mais de 14 dias ou que apresentem o certificado de resultado negativo de um teste antigénio.

Porém, mesmo com estas medidas, Jalal tem algumas reservas sobre a flexibilização das regras para adeptos europeus que viagem de outros países, mostrando receio com a importação de “novas variantes” do coronavírus.

“Se vierem, têm de fazer quarentena para reduzir o risco”, argumentou.

Pelo contrário, Louise é favorável ao levantamento de todas as restrições, para permitir a mais adeptos e de outros países assistirem aos jogos.

“Se aumentam a capacidade do estádio, então devem levantar todas as outras restrições, incluindo a eventos como casamentos”, defende, desgostosa com a falta de animação em redor do estádio, como é normal em grandes jogos.

No interior do estádio, as bancadas estão repletas de bandeiras de Inglaterra, mas os adeptos checos são quase inexistentes.

Imunizado com as duas doses de uma vacina anti-covid-19, Steve Lethaby acredita que este é o "caminho certo" para os estádios de futebol voltarem a receber mais espetadores, mas hesita sobre o levantamento da quarentena durante o Euro2020.

“Infelizmente é melhor não”, defendeu, explicando: "Ainda estamos numa pandemia e estes são tempos estranhos".

O Governo britânico revelou hoje que as meias-finais e a final do Euro2020 de futebol têm permissão para a presença de mais de 60.000 espetadores no Estádio de Wembley, o que equivale a 75% da capacidade.

Esta será "a maior concentração de pessoas num evento desportivo no Reino Unido em 15 meses" desde o início da pandemia da covid-19, adiantou.

Porém, continua incerto se vai levantar a obrigatoriedade de quarentena de 10 dias à maioria dos países europeus presentes na competição, já que estão todos na "lista amarela", com exceção da Turquia, que está na “lista vermelha”, mas já foi eliminada.

O único país que está na “lista verde”, isento de quarentena à chegada ao Reino Unido, é a Islândia, mas não se apurou para o Euro2020.

No sábado, a UEFA tinha informado estar em conversações com as autoridades no sentido de permitirem que o país recebesse adeptos no Euro2020, sem os obrigarem a isolamento, situação sobre a qual ainda não foram fornecidos detalhes.

No mesmo dia, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, reafirmou que a sua prioridade era a “saúde pública”, mais do que manter Londres como palco das meias-finais, em 06 e 07 de julho, e final, em 11 de julho.

As restrições de viagem também vão afetar os adeptos britânicos, nomeadamente galeses e ingleses, que já se apuraram para os oitavos de final.

O País de Gales joga contra a Dinamarca na segunda-feira na Johan Cruyff Arena em Amesterdão, mas a Holanda proibiu a entrada de britânicos devido ao risco da variante Delta do coronavírus.

Uma vitória de Inglaterra hoje contra a República Checa garante o primeiro lugar do grupo D, recebendo França, Portugal ou Alemanha em Wembley, mas se ficar em segundo lugar implica jogar em Copenhaga contra uma equipa do grupo E.

A Dinamarca só aceita a entrada por motivos não essenciais a britânicos totalmente vacinados.

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, revelou que se opõe à realização da final do Euro2020 no estádio de Wembley, devido ao aumento significativo dos casos de covid-19 provocados pela variante Delta em Inglaterra, sugerindo Roma como alternativa.

Outras notícias veicularam rumores de que os jogos de Wembley poderiam ser transferidos para Budapeste, que tem regras menos restritas para adeptos e convidados da UEFA.

O Euro2020, que foi adiado para 2021 devido à pandemia de covid-19, decorre até 11 de julho, em 11 cidades de 11 países.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.875.359 mortos no mundo, resultantes de mais de 178,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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