Os advogados de Ronaldinho Gaúcho classificaram hoje de “arbitrária, abusiva e ilegal” a medida de prisão preventiva imposta ao antigo futebolista pelas autoridades do Paraguai, na sequência de alegada adulteração de passaportes, e vão pedir a sua anulação.

“Ronaldinho e o seu irmão não sabiam que os passaportes eram irregulares. Receberam esses passaportes de boa fé, já que tinham a possibilidade de estabelecer negócios no Paraguai e fizeram tudo de uma forma regular. A prisão é arbitrária, abusiva e ilegal”, afirmou Sérgio Queiroz, em conferência de imprensa.

O advogado adiantou que, na segunda-feira, vai entrar um pedido de anulação da prisão preventiva nos tribunais paraguaios, com o objetivo de libertar o jogador e o seu irmão ainda durante a semana.

A justiça paraguaia confirmou no sábado que o antigo internacional brasileiro Ronaldinho Gaúcho e o seu irmão Assis, ex-jogador do Sporting, ficam em prisão preventiva, na sequência de alegada adulteração de passaportes e falsificação de documentos.

Inicialmente, ambos tinham sido notificados que podiam regressar ao Brasil, pelo facto de terem colaborado com informação à investigação, também por adulteração de passaportes e de falsificação de documentos, mas, na sexta-feira, por um pedido do Ministério Público paraguaio, o juiz do processo, Mirko Valinotti, mudou de opinião e emitiu uma ordem de detenção.

Ronaldinho Gaúcho e o seu irmão foram levados à Agrupação Especializada da Polícia Nacional do Paraguai e ficaram em prisão preventiva nesse local, após decisão de um juiz de Assunção.

O brasileiro chegou na manhã de quarta-feira ao Paraguai para participar em eventos do lançamento de um programa social para crianças, organizado pela Fundação Fraternidade Angelical. O antigo avançado da seleção ‘canarinha’ viajou também para lançar no mercado paraguaio o livro Génio na vida, que conta a sua história.

Em janeiro de 2019, Ronaldinho e seu irmão Roberto tiveram os seus passaportes apreendidos, por decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que condenou, em fevereiro de 2015, os irmãos a pagarem uma indemnização por causarem danos numa área de preservação ambiental na orla do rio Guaíba, em Porto Alegre.

Em outubro de 2019, a multa de 8,5 milhões de reais (1,6 milhões de euros) foi renegociada para seis milhões de reais (1,1 milhões de euros) e Ronaldinho pôde recuperar o seu passaporte.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Desporto. Diariamente. No seu email.

Notificações

SAPO Desporto sempre consigo. Vão vir "charters" de notificações.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.