Os adeptos em África reagiram com indignação depois de verem Sadio Mané terminar apenas no quarto lugar da votação para a atribuição da Bola de Ouro. Mané, que em 2019 conquistou a Liga dos Campeões ao serviço do Liverpool, terminou atrás de Lionel Messi, do colega Virgil van Dijk e de Cristiano Ronaldo na eleição do prestigiado galardão e no Senegal falou-se de imediato em preconceitos raciais.

El-Hadji Diouf, outra lenda do futebol senegalês que curiosamente também passou pelo Liverpool, apresentou contudo uma visão mais equilibrada ao olhar para a questão. "Não podemos falar propriamente em racismo, mas em favoritismo", referiu o antigo avançado, que passou três temporadas em Anfield e somou 70 internacionalizações no seu país.

Diouf reconhece, ainda assim, que os jogadores do continente africano estão em desvantagem nestas votações. "Ser um futebolista africano constitui um 'handicap', visto que os principais decisores e os media mais influentes não são do nosso continente. Mas Messi mereceu, de longe, ganhar. Sadio teve um ano excepcional, mas Messi é estratosférico", explicou Diouf.

Para esta eleição votaram jornalistas de cada uma das federações listadas na FIFA e apenas uma dúzia dos 46 jornalistas africanos que votaram colocaram Mane em primeiro lugar. Messi Messi totalizou 187 pontos entre os jornalistas africanos, contra 170 de Mane e 154 de Van Dijk, defesa holandês que, por sua vez, dominou as votações entre os jornalistas europeus. Uma falta de 'solidariedade' por parte dos jornalistas africanos apontada por alguns especialistas para justificar o resultado do atacante senegalês.

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