As autoridades de Al-Hoceima, capital do Rif (norte de Marrocos) proibiram a assistência de público numa partida de futebol que decorre hoje entre a equipa local Chabab Rif (CRA) e o Raja de Casablanca por receio de distúrbios.

Uma fonte das autoridades locais explicou à agência noticiosa Efe que esta decisão foi adotada “por precaução para evitar distúrbios, sabotagens e saques de estabelecimentos comerciais, como sucedeu no passado”, numa referência aos incidentes ocorridos em março de 2017 durante um encontro de futebol entre o CRA e o Widad de Casablanca.

Na ocasião, pelo menos 69 pessoas ficaram feridas em Al-Hoceima durante confrontos entre adeptos das duas equipas. A polícia deteve 16 pessoas durante os distúrbios, que também provocaram danos materiais.

A cidade de Al-Hoceima regista hoje uma forte presença da polícia de intervenção, com numerosos veículos a patrulharem as ruas, enquanto outras unidades policiais controlam o estádio para evitar a entrada de apoiantes das duas equipas.

Diversos observadores citados pela agência noticiosa Efe consideram que os motivos desta decisão também possuem uma forte componente política, por ser o primeiro desafio do Chabab Rif após a condenação em apelo a penas entre um e 20 anos de prisão aos 42 dirigentes e ativistas do movimento de contestação social Hirak, anunciada na sexta-feira.

Nesse sentido, apoiantes do Raja de Casablanca, muito politizados esta temporada, escreveram nas suas contas das redes sociais que a imposição do “estádio fechado” em Al-Hoceima se deve ao receio do Governo de que manifestem em campo a sua “solidariedade com o Rif”.

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