O ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) Juan Angel Napout viu hoje recusado por um tribunal norte-americano o seu pedido de libertação sob fiança a uma sentença de nove anos de prisão por corrupção no 'Fifagate'.

“O tribunal conclui que o acusado não demonstrou com evidências claras e convincentes que não pretende fugir", justificou a juíza federal Pamela K. Chen, de Nova Iorque, referindo-se ao paraguaio, que tem em andamento um recurso à pena que lhe foi aplicada.

Segundo a magistrada, "o tribunal considera que o incentivo do acusado para fugir é maior agora do que quando foi inicialmente colocado em prisão preventiva, já que ele está preso há aproximadamente 28 meses e terá mais cinco anos a cumprir se o apelo for indeferido”.

Há quatro dias, o paraguaio Juan Angel Napout, de 61 anos, já tinha visto rejeitado um pedido de alteração das medidas de coação, relacionado com o risco para a sua saúde face à pandemia da covid-19 na prisão.

A irmã do detido, Virgínia Napout, revelou a semana passada que solicitou à justiça norte-americana que a pena passasse a ser cumprida em prisão domiciliária, pelo facto de o familiar estar numa franja de idade vulnerável, tendo em conta o novo coronavírus.

A juíza lembrou que nenhum caso foi identificado no estabelecimento prisional da Florida onde este está detido e que Napout seria “apenas um pouco mais propenso a sofrer as consequências agravadas do vírus, se o contraiu, do que jovens detidos”.

Um tribunal superior tinha sugerido que as prisões fossem descongestionadas e que os prisioneiros com risco de coronavirus, e que não tivessem cometido crimes violentos, ficassem confinados em casa.

Juan Angel Napout devolveu 3,3 milhões de dólares (cerca de três milhões de euros) e foi multado em mais um milhão (cerca de 910 mil euros) por receber subornos em escândalo de corrupção na FIFA, que também apanhou o antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marín, condenado a quatro anos de prisão.

Há duas semanas, Marín, com 87 anos, foi libertado antecipadamente pela mesma juíza, por motivos de saúde.

Os dois antigos dirigentes foram submetidos em 2017 a um mediático julgamento de seis semanas, no qual ficaram expostos subornos de vários milhões pagos por empresas de marketing desportivo em troca dos direitos de transmissão televisivos e promoção de torneios continentais, incluindo a Copa América e a Copa Libertadores.

Só Juan Angel Napout terá recebido, pelo menos, o equivalente a nove milhões de euros.

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