É mais um caso de racismo no futebol mas, neste caso, num selecionador inglês. A denúncia foi feita pela avançada Eniola Aluko, entretanto retirada do futebol.

Numa entrevista ao jornal The Guardian, com declarações reproduzidas pelo jornal Record, a antiga avançada do Chelsea relatou o momento com Mark Sampson, selecionador inglês feminino, que decorreu em 2014, antes de um jogo com a Alemanha.

"Estávamos no hotel e todos estavam emocionados. Era um grande jogo. Na parede havia uma lista com membros da família e amigos que vinham para nos ver e eu estava logo ao lado do Mark [Sampson]. Perguntou-me se alguém viria da minha parte e eu disse que tinha família que vinha da Nigéria. E ele disse-me: 'Nigéria? Certifica-te que não trazem Ébola com eles'. Lembro-me de me ter rido, mas de uma forma muito nervosa. Voltei para o quarto e senti-me chateada. Teria sido mais fácil de aceitar se só tivesse sido eu o alvo. Muito foi dito sobre mim nos últimos anos, mas neste caso envolvia a minha família. Liguei à minha mãe e ela ficou totalmente enojada", afirmou a jogadora, natural de Lagos, mas que se mudou para Inglaterra quando era bebé.

A imprensa inglesa avança que esta não é a primeira vez que Aluko fala do assunto, visto que já tinha denunciado o caso no passado. No entanto, a Federação Inglesa decidiu arquivar este caso, visto que o inquérito não chegou a nenhuma conclusão.

A imprensa local terá revelado também que a Federação terá proposto à jogadora um contrato de 20 mil libras e um prémio adicional de 40 mil euros. No entanto, o contrato mantinha uma cláusula de confidencialidade, mesmo depois da jogadora ter recusado voltar a jogar sob comando do técnico.

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