O antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, foi hoje condenado a quatro anos de prisão pela justiça norte-americana, pelo seu envolvimento no caso de corrupção denominado ‘Fifagate’.

Aos 86 anos, Marin torna-se o primeiro grande chefe federativo a cumprir pena no caso, depois de ter sido condenado já em dezembro do ano passado por seis crimes de corrupção, fraude bancária e lavagem de dinheiro.

A juíza federal Pamela Chen disse hoje, ao anunciar a sentença, que o antigo dirigente “podia e devia ter dito não, em vez de se envolver no jogo” de corrupção no futebol da América Latina.

Segundo várias testemunhas, Marin, que chorou na audiência final, e o seu ‘vice’, Marco Polo del Nero, receberam perto de 6,5 milhões de dólares em subornos por parte de várias empresas de ‘marketing’ e transmissão de vários torneios sul-americanos.

O caso ‘Fifagate’ foi desencadeado por uma investigação do FBI e de autoridades fiscais norte-americanas, que investigavam a FIFA desde 2010, após o anúncio da entrega do Mundial2022 ao Qatar.

A investigação levou à detenção, em maio de 2015, de Marin e outros dirigentes durante o congresso da FIFA em Zurique, levando à demissão do então presidente do organismo de cúpula do futebol mundial, o suíço Joseph Blatter.

Entre as personagens envolvidas no caso estão, entre outros nomes, o qatari Nasser Al-Khelaifi, dono do Paris Saint-Germain e do grupo BeIN Media, e o francês Jérôme Valcke, antigo secretário-geral da FIFA, num total de 42 nomes.

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