O presidente da FIFA, Gianni Infantino, garantiu esta sexta-feira que o organismo que tutela o futebol mundial deixou de ser uma marca 'tóxica' na sequência dos escândalos de corrupção a envolver os antigos líderes da instituição.

Perante a recuperação da marca, o líder da FIFA anunciou o aumento para 345 milhões de euros de prémios de participação no próximo campeonato do Mundo na Rússia, sendo que o vencedor da competição irá receber 32,8 milhões de euros.

O aumento de 41 milhões de euros em relação ao último campeonato do mundo e as restrições orçamentais para a prova de 2026 foram aprovadas pelo Conselho Executivo da FIFA numa reunião realizada em Calcutá. Na opinião de Gianni Infantino, este crescimento é 'um sinal positivo da saúde financeira que a FIFA apresenta' depois dos escândalos de corrupção em fevereiro do ano passado.

O presidente da FIFA frisou ainda que os regulamentos para as eventuais candidaturas à organização dos próximos campeonatos do mundo têm de ser 'à prova de bala' depois dos recentes escândalos que levaram o organismo a perder patrocínios.

"Os regulamentos de licitação são obviamente um dos pilares não só da história da FIFA mas penso que também na história das organizações desportivas na forma como os processos de licitação são conduzidos", afirmou Gianni Infantino, citado pela AFP.

Segundo Gianni Infantino, as mudanças no processo de licitação para organizar um campeonato do mundo vão passar por uma maior escrutínio por intermédio de um auditor independente externo, para além de que as próprias licitações e as avalições do Comité da FIFA vão ser alvo de novas restrições nas suas actividades.

Estas mudanças nas regras da FIFA para a atribuição da organização de campeonatos do mundo eram necessárias no entender de Gianni Infantino, especialmente depois dos escândalos de corrupção em 2015 a envolver o seu antecessor.

"Nós queremos ter a certeza que o processo de licitação para 2026 será absolutamente 'à prova de bala'", disse Gianni Infantino.

Na passada quarta-feira um juiz norte-americano aplicou a primeira sentença relacionada com o caso de corrupção de 2015 ao sentenciar o antigo presidente da Federação de futebol da Guatemala, Hector Trujillo, a uma pena de prisão de oito meses depois do dirigente ter-se declarado culpado por fraude e conspiração.

A juíza Pamela Chen afirmou que Hector Trujillo tinha 'destruído' a fé na administração do futebol e pelo que 'as pessoas sentem pela modalidade em geral'.

Cerca de 40 arguidos foram acusados de receber 172 milhões de euros em subornos relacionados com direitos televisivos e contratos comerciais, uma situação que Infantino considera agora ser 'casos do passado'.

"No que concerne à FIFA, este tipo de casos não podem acontecer nunca mais", afirmou Infantino sobre o assunto e reforçando o contexto de reformas que estão em curso no organismo que tutela o futebol mundial.

Gianni Infantino voltou a frisar que o sucesso comercial da FIFA é um sinal de que o organismo voltou a ser reconhecido como uma instituição de confiança.

"Há dois anos atrás, a FIFA nem sequer podia falar com nenhum dos emissores televisivos ou qualquer patrocínino comercial porque a marca era considerada tóxica", disse Gianni Infantino.

"Bem, hoje as portas estão abertas, as receitas estão a entrar e iremos superar certamente o orçamente em termos de receitas. Ao mesmo tempo, somos ainda mais transparentes em termos de custos", acrescentou o presidente da FIFA.

Recorde-se que em 2015, a FIFA apresentou uma quebra de receitas na ordem dos 105 milhões de euros, muito por causa das despesas legais pelos escândalos de corrupção, e teve de recorrer às suas reservas de mil milhões de euros para colmatar a redução de receitas.

Apesar da recente crise financeira da FIFA, o organismo que tutela o futebol mundial colocou a meta de cinco mil milhões de euros em receitas para o ciclo de quatro anos entre 2014 e 2018. A FIFA aponta ainda para o objetivo de suplantar os 80 mil milhões de euros entre receitas e gastos, nomeadamente nas federações nacionais e na organização de provas como os campeonatos do mundo.

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