A justiça suíça devolveu 34 milhões de euros à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), confiscados a dois ex-funcionários acusados de corrupção no âmbito de uma das várias investigações à FIFA, foi hoje anunciado.

Em causa está o processo em que o paraguaio Nicolás Leoz, presidente da Conmebol de 1986 a 2013, falecido em 2019, e o argentino Eduardo Deluca, ex-secretário-geral, são acusados de “enriquecimento por forma ilícita” em prejuízo do órgão sul-americano.

A justiça acusou-os de extorsão, fraude eletrónica e de terem recebido dinheiro em troca da atribuição dos direitos de transmissão televisiva de competições organizadas pela Conmebol, incluindo a Copa América e a Taça Libertadores, pelas quais foram irradiados de qualquer atividade no futebol.

Nicolás Leoz, também ex-vice-presidente da FIFA e homem de confiança do então presidente Sepp Blatter, igualmente afastado por casos de corrupção, também foi suspeito numa investigação dos Estados Unidos por ter sido pago para promover a concessão do Mundial à Rússia (2018) e ao Qatar (2022).

A justiça suíça, encarregue de cerca de vinte investigações ao futebol mundial desde 2015, confiscou, entretanto, 36,6 milhões de francos suíços (cerca de 34 milhões de euros) em contas no país, que agora devolveu à Conmebol.

O processo contra Nicolás Leoz foi encerrado após a morte do líder paraguaio, e Eduardo Deluca foi condenado “pela prática de diversos atos de gestão fraudulenta". Em setembro, uma segunda investigação contra o argentino foi encerrada devido a procedimentos no seu país pelos mesmos factos.

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