O defesa central Laurent Koscielny, que representou a seleção francesa em 51 jogos, anunciou este domingo o fim da carreira internacional, aos 33 anos, com alguma mágoa.

"Penso que dei aos 'bleus' tudo o que podia. Tenho 33 anos, joguei dois Europeus e um Mundial. A lesão não mudou nada. Os 'bleus' chegaram ao fim para mim", assumiu o central dos ingleses do Arsenal, que sofreu uma grave lesão no tendão de Aquiles direito e falhou o Mundial'2018, no qual a França se sagrou campeã.

O defesa central, nascido em Tulle, admitiu, numa entrevista ao Canal +, que a vitória da seleção francesa no Campeonato do Mundo realizado na Rússia lhe causou um "dano psicológico superior ao da lesão" e reconheceu que, por momentos, desejou que os bleus não conquistassem o título.

"Sentia-me muito feliz por eles mas também muito desgostoso. Não podia sentir-me campeão do mundo, como podiam ser os 60 milhões de franceses. Duranre o torneio queria que se qualificassem mas ao mesmo tempo que perdessem", referiu.

Koscielny revelou que o selecionador Didier Deschamps não o apoiou como desejaria e que o contactou uma única vez, em setembro, para lhe dar os parabéns pelo aniversário, admitindo, todavia, que muita gente também o dececionou durante os meses que se seguiram à lesão.

"Quando estás bem tens muitos amigos, quando estás lesionado esquecem-se de ti ao fim de algum tempo", desabafou o central do Arsenal.

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