O presidente francês, Emmanuel Macron, lembrou a “franqueza sem arrogância”, a lealdade e o “gosto pelo trabalho bem feito” do ex-selecionador francês de futebol Henri Michel, que morreu hoje aos 70 anos.

Em comunicado, Macron, que está a realizar uma visita oficial aos Estados Unidos, recordou ainda “a discrição e humildade”, que fazem quase “esquecer a carreira excecional” que Henri Michel teve.

“Apesar da dureza do mundo do futebol, ele conseguiu forjar amizades sólidas, daquelas que sobrevivem ao avanço da história. A França perdeu um grande desportista e um homem de uma qualidade moral excecional”, acrescentou Macron.

O antigo futebolista internacional e selecionador francês Henri Michel, treinador da seleção gaulesa que conquistou o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1986, morreu, aos 70 anos, informou a federação no seu sítio oficial na Internet.

“Foi com enorme tristeza que a Federação Francesa de Futebol [FFF] tomou conhecimento, esta manhã, do desaparecimento de Henri Michel. Henri Michel teve uma carreira notável como jogador e treinador”, observou o presidente do organismo federativo, Noël Le Graët.

O presidente da FFF lembrou o terceiro lugar alcançado sob o comando técnico de Henri Michel no Mundial de 1986, realizado no México, ao vencer a Bélgica por 4-2, após prolongamento, mas também “a medalha de ouro olímpica em Los Angeles, em 1984, que permanece na memória de todos os franceses”.

Henri Michel, que alinhava na posição de médio, representou por 58 vezes a seleção francesa, tendo marcado quatro golos, assumindo o cargo de selecionador de França entre 1984 e 1988, depois de ter terminado a carreira como jogador.

Além de ter levado ‘bleus’ à fase final do Campeonato do Mundo de 1986, Michel conquistou também a qualificação para os Mundiais de 1998 e 2006, no comando técnico das seleções de Marrocos e da Costa do Marfim, respetivamente.

Henri Michel teve também uma carreira vitoriosa como jogador, tendo-se sagrado campeão francês por três vezes, em 1973, 1977 e 1980, pelo Nantes, clube ao serviço do qual conquistou também a Taça de França, em 1979.

Terminou a carreira como selecionador do Quénia, em 2012, naquela que foi a oitava seleção que comandou, depois de França, Camarões, Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Costa do Marfim, Tunísia e Guiné Equatorial.

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