As probabilidades de um resultado positivo da Coreia do Norte andariam perto de zero, mas o Brasil só na segunda parte fez o que lhe era esperado.
Com efeito, a Coreia do Norte conseguiu chegar ao intervalo empatada a zero com o ‘todo-poderoso’ Brasil, até aí sem chama e acutilância no ataque.

Robinho e Luís Fabiano, bem secundados por Kaká, até logravam algum espaço com frequência, mas a entreajuda norte-coreana foi anulando os problemas que iam surgindo.

Por sua vez, Dunga também terá contribuído para esse desfecho ao intervalo com uma equipa excessivamente cautelosa, onde figuravam dois médios defensivos: Gilberto Silva e Felipe Melo.

A equipa asiática justificava no seu posicionamento a fama defensiva que a precede, mas mostrou algum espírito aventureiro e vontade de jogar bom futebol, com trocas de bola bem organizadas até à área do Brasil em algumas ocasiões.

No entanto, o zero brasileiro ao intervalo explicava-se ainda pela pouca produtividade dos laterais, que deixavam a equipa demasiado focada no meio do campo e sem ‘asas para voar’.

Com o escândalo a pairar sobre o estádio Ellis Park, o ‘escrete’ surgiu transfigurado para o segundo tempo. Mais domínio, mais pressão e mais apoio ofensivo traduziram-se numa actuação bem mais condizente com o estatuto do pentacampeão do Mundo.

Assim, foi uma questão de pouco tempo até a equipa de Dunga furar a muralha norte-coreana. O responsável foi Maicon, que subiu no terreno como ainda não o tinha feito e disparou quase sem ângulo junto à linha de fundo para um grande golo. Foram precisos 55 minutos para o Brasil chegar ao golo, o que já de si é um feito para a equipa asiática.

A Coreia do Norte foi cada vez mais empurrada para o seu último reduto e viu Michel Bastos, de livre (55’), e Luís Fabiano, isolado, criarem muito perigo para a baliza de Ri Myong Guk.

Sucediam-se as oportunidades e o segundo golo não demorou, com Elano a concluir uma abertura fantástica de Robinho. Estava sentenciado o encontro, mas não o resultado.

A Coreia do Norte provou que também está no Mundial por mérito próprio e conseguiu enganar a defesa brasileira ao cair do pano. Ji Yun Nam ‘furou’ e atirou forte para a baliza, num tento que premiou uma actuação esforçada dos norte-coreanos. Fica o aviso para Portugal e Costa do Marfim.

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