Depois de mais de quatro décadas de ausência em campeonatos do Mundo, os norte-coreanos voltam a emergir como uma das potências da Ásia e na África do Sul começaram por dar boa réplica na estreia ao pentacampeão Brasil, com quem perderam apenas pela margem mínima (2-1).

O seleccionador Kim Jong-Hun prepara a equipa para o mundial há mais de um ano, pelo que os automatismos estão mais do que adquiridos, principalmente os defensivos, conforme o pôde confirmar o Brasil.

À semelhança da Grécia no Euro2004, a Coreia do Norte também promete fazer mossa com o seu sistema defensivo: no “grupo da morte” é tida como uma "outsider", mas a verdade é que já mostrou valor para, pelo menos, decidir as contas do grupo – desprezar o seu valor e determinação pode custar demasiado caro.

O valor dos seus "guerreiros futebolistas" é desconhecido no mundo do futebol, mas afigura-se muito homogéneo: ainda assim, é natural que a equipa possa ser traída por alguma falta de experiência internacional.

Na Coreia do Norte, Jong Tae-Se é claramente a estrela, curiosamente um atleta nascido no Japão, onde joga, e que na Ásia é comparado ao inglês Wayne Rooney, embora o próprio considere o seu estilo mais próximo de Didier Drogba, da Costa do Marfim.

Hong Young-Jo, com experiência no futebol russo, no FC Rostov, também é influente na equipa, tal como o jovem guarda-redes Ri Myong-Guk.

O seleccionador Kim Jong-Hun continua a apostar no secretismo da preparação de uma equipa de cariz habitualmente bastante defensivo e que entrega as despesas atacantes ao possante e tecnicista Jong-Tae-Se.

Disciplina, entrega sem limites e trabalho de equipa são os pontos fortes de uma Coreia do Norte que ameaça criar sérios problemas a Portugal, uma seleção muitas vezes divorciada do golo.

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