O avançado do Real Madrid, quando confrontado pelos jornalistas, após o jogo, a comentar a derrota, remeteu para o seleccionador: “Perguntem ao Carlos Queiroz”.

“Espero que não sejam criados fantasmas onde eles não existem. Sinto-me destroçado, completamente desolado, frustrado e com uma tristeza inimaginável”, explicou, em declarações publicadas no site da Gestifute, empresa do empresário Jorge Mendes, que gere a sua carreira.

Ronaldo considera que a frase que proferiu é “simples e inocente”, mostrando-se estupefacto com as reacções que suscitou, respondendo directamente a um comentário de António Simões que integra a equipa técnica de Carlos Queiroz, para quem “um capitão tem uma responsabilidade acrescida”.

“Sei que sou o ‘capitão’, sempre assumi, como assumirei as minhas responsabilidades, mas naquele momento não conseguiria dizer mais do que três ou quatro frases lúcidas”, disse Ronaldo, a tentar justificar a frase que proferiu aos jornalistas.

Chega mesmo a explicar que, quando disse para perguntarem ao seleccionador, fê-lo porque este “estava na conferência de imprensa” e os jornalistas podiam “escutar as suas explicações”, em vez de lhe perguntarem a ele, que não se sentia em condições “para dizer o que quer que fosse”.

Lembra que “é um ser humano”, que está a “sofrer” e que tem o direito de “sofrer sozinho”, jamais lhe passando pela cabeça que a “frase inocente” que proferiu provocasse “tanta polémica”, solicitando, a terminar: “Não se encontrem fantasmas onde não existem ou casos que não são casos”.

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