Potchefstroom é a cidade que a selecção espanhola escolheu para centro de estágio durante o Mundial 2010. Considerada como a cidade do conhecimento e do desporto, Potchefstroom (um nome difícil de pronunciar) está a apenas 120 quilómetros a sudoeste de Joanesburgo, praticamente a mesma distância que separa a grande cidade de Magaliesburg, o local escolhido por Queiroz para quartel-general da equipa das quinas.

Mas esta é a única semelhança com os dois locais. Potchefstroom, uma cidade agradável, com cerca de 30 escolas e vários centros de desporto não tem comparação com Magaliesburg onde, além da estrada por onde passam diariamente dezenas de camiões, tem o Hotel Valley Lodge, e pouco mais.

O Sapo Desporto passou um dia com a selecção espanhola e a diferença de métodos é visível em todos os quadrantes. O Centro de treinos, instalado no Instituto de Desporto de alto rendimento, apresenta condições ideais para os treinos da selecção espanhola.

Fernando Hierro, director desportivo da selecção espanhola, disse ao Sapo Desporto estar “muito satisfeito com as instalações” que, além do campo de futebol tem infra-estruturas de apoio mais do que necessárias para o treino da equipa de La Roja.

A Espanha foi a última selecção a chegar à África do Sul e será a última a jogar nesta primeira ronda. A chegada não teve o entusiasmo e euforia provocados pela comunidade portuguesa em Joanesburgo e, talvez por isso, no primeiro treino aberto a grande maioria eram sul-africanos desejosos de ver Fernando Torres de perto.

A distribuição de bandeiras espanholas à entrada para o treino deu o mote para colorir as bancadas com vermelho e amarelo.

O público queria ver, essencialmente o ídolo Fernando Torres e o campeão europeu parou para assinar praticamente todos os autógrafos que lhe foram solicitados respondendo dessa forma ao carinho dos sul-africanos.

Nas instalações do Instituto de Desporto de Alto Rendimento, onde se situa o centro de estágio da selecção espanhola, há cerca de duas dezenas de polícias na sua maioria mulheres. “Mas há um homem”, disse em tom de brincadeira ao Sapo Desporto uma destas agentes da polícia de Potchefstroom.

Pata negra para divulgar

Terminada a conferência de imprensa, onde Fabregas e Fernando Llorente mostraram confiança no trabalho desenvolvido por Vicente del Bosque e garantem que apenas estão focados nos jogos da primeira fase chega a vez de juntar o futebol ao pata negra.

À falta de espanhóis na África do Sul, que não se comparam com o elevado número de portugueses imigrados no país, e como já é hábito, as marcas patrocinadoras aproveitam estas deslocações da Federação Espanhola de Futebol para divulgar os produtos tradicionais.

Para esta primeira fase do campeonato do Mundo, Manuel Sanchez, mestre cortador, vai lidar com 25 presuntos e algumas dezenas de outros enchidos.

“Para já há estes mas se for preciso mandam-se vir mais”, diz Manuel Sanchez ao Sapo Desporto enquanto corta com firmeza as fatias finas do presunto.

Para acompanhar, a marca de cerveja espanhola patrocinadora de La Roja também trouxe de Espanha algumas centenas de litros para ajudar a empurrar o apoio à selecção. Combustível não falta a uma das selecções favoritas à conquista deste Mundial 2010.

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