O Ellis Park, em Joanesburgo e que acolhe hoje o jogo de estreia do pentacampeão Brasil e da Coreia do Norte, no mesmo Grupo G de Portugal, foi o último cuja segurança ficou a cargo das autoridades locais, juntando-se aos estádios de Durban, Cidade do Cabo e Port Elizabeth em virtude dos protestos e greves dos “stewards”, reclamando contra a falta de pagamento de salários.

Cerca de 1 000 agentes da polícia sul-africana foram destacados para o local depois dos contratados por uma empresa de segurança privada se terem recusado a trabalhar caso não fossem repostas as condições acordadas de início.

Segundo vários depoimentos, em vez dos 1 500 rand (cerca de 150 euros) por partida, os ARD contratados estariam a receber apenas entre 190 e 135 rand (entre 20 e 14 euros) por 12 horas de serviço, mas a empresa de segurança remeteu-se ao silêncio.

Em comunicado, as autoridades policiais e o Comité Organizador do Mundial anunciaram então um acordo provisório para que os polícias se encarreguem da segurança naqueles quatro recintos.

Cerca de 700 ARD concentraram-se frente ao centro de acreditações de Ellis Park, horas antes do jogo Brasil-Coreia do Norte, reclamando as alegadas verbas em falta.

Domingo, perto de 400 ARD já se tinha manifestado pelos mesmos motivos em Durban, antes do Alemanha-Austrália (4-0), do Grupo D, tendo sido dispersados com cargas policiais, incluindo balas de borracha e gás lacrimogénio.

Horas mais tarde, o mesmo se passou na Cidade do Cabo, antes do Itália-Paraguai (1-1), a contar para o Grupo E.

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