Hoje é dado o pontapé de saída para o Mundial 2010. Foram mais de cinco anos de obras, discursos e promessas de segurança. A África do Sul vive ao ritmo do futebol e o jogo de hoje será um dos mais concorridos de todo o campeonato.

A selecção da África do Sul recebe o México no emblemático Soccer City onde, além do futebol, será difícil vencer o ruído alucinante das vuvuzelas. Milhares de sul-africanos, mexicanos e não só, vão deslocar-se até ao Soccer City para assistir ao jogo mas também à cerimónia de abertura.

Um dos pontos altos vai ser a presença de Nelson Mandela. Madiba, nome pelo qual é tratado Mandela, que se suspeitava não poder estar presente por questões de saúde, vai contribuir para este momento histórico: a realização do primeiro Campeonato do Mundo de Futebol em solo africano.

Desde que a FIFA divulgou que a candidatura apresentada pela equipa de Danny Jordan, CEO do Comité de Organização, seria responsável pelo Mundial 2010 que a África do Sul tenta preparar-se para o evento. Estádios, estradas, jardins, zonas públicas. As obras abarcam muitas áreas nas diferentes cidades onde se realiza o mundial 2010. Mas no país mais desenvolvido do continente africano o grande problema é, e sempre foi, a segurança. “O crime já cá estava antes do Mundial 2010 e vai continuar a estar depois do campeonato do mundo”, esta foi a frase proferida pelo brigadeiro Mariemuthoo, porta-voz da polícia na província de Gauteng, durante uma conferência de imprensa realizada na escola de Bekker.

As explicações dadas pela polícia são insuficientes, muito ficou por esclarecer no que respeita ao assalto sofrido pelos jornalistas mas o importante será chegar ao fim do Mundial com o menor indicie possível de criminalidade.

Festa nas ruas
Nos semáforos das principais vias de Joanesburgo multiplicam-se os vendedores de bandeiras, cachecóis, vuvuzelas e outro tipo de merchandising do Mundial 2010.

As ruas começam a ser dadas como concluídas e em torno do estádio os voluntários e trabalhadores nas diversas áreas aproveitam a véspera para registar o momento ao lado da jubalami, a bola oficial do Mundial 2010.

O som das vuvuzelas, é preciso dizê-lo, vai ser a parte mais difícil de aguentar. É realmente ensurdecedor e só parece não sofrer com isso quem sopra a plenos pulmões. De dia e de noite o som desta corneta soa pelas ruas de Magaliesburg. Hoje, no Soccer City, os jogadores sul-africanos e mexicanos vão ter o primeiro teste. No futebol mas também na resistência auditiva.

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