“Os impostores”, diz o diário desportivo “L’Équipe” na primeira página, definindo o jogo da selecção francesa como uma “nulidade” e sublinhando que “só um enorme milagre” evitará que a equipa regresse a Paris na próxima semana.

“É um dos piores revezes sofridos na era Domenech”, afirma o jornal, que critica duramente o seleccionador por não ter contado com o maior goleador da história da França – Thierry Henry – e ter insistido em Anelka no centro do ataque, “o símbolo do desastre”.

Não escaparam também às críticas do “L’Équipe” jogadores como Ribéry, com uma atitude “insuportável” com a bola, Govou, “calamitoso e inexistente”, ou Gallas, que nunca foi o “patrão” da retaguarda.

“Le Parisien”, o diário mais lido de França, titula como “lamentável” e afirma os “patéticos azuis” foram dominados em todas as fases do jogo.

O jornal popular considera que faz falta um milagre – “ganhar e rezar” – e ironiza com o papel de Domenech no últimos encontros importantes.

“É o momento de felicitar Raymond Domenech por tudo o que trouxe aos ‘bleus’ (azuis), particularmente nestes últimos dois anos, com uma contribuição que oscila entre o pouco e o nada”, comenta o “Le Parisien”.

O diário “Libération” diz que só se salvou o guarda-redes Lloris e o meio campo Malouda no “fracasso” frente a uma “grande equipa mexicana”.
O diário conservador “Le Fígaro” afirma que a França está “no fundo do abismo”, próxima de uma “humilhante eliminação”.

Para o “Le Fígaro”, o resultado da actuação da equipa francesa é fruto da improvisação do “cínico” Raymond Domenech, com uma gestão do grupo “deplorável”, embora o jornal também não isente os jogadores de culpas na derrota.

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