O médio Jorge Claros é um dos 23 jogadores que fazem parte da comitiva hondurenha que veio ao Brasil representar o seu país. No entanto, há um ano Claros lutava não pela qualificação, mas sim pela vida.

O jogador do Motagua, das Honduras, foi ferido na cabeça durante um assalto a uma bomba de gasolina em San Pedro Sula, a cidade mais perigosa do mundo. Ao jornal escocês Herald Scotland, Jorge Claros contou o momento em que esteve entre a vida e a morte.

"Tenho sorte em estar vivo. Estava parado numas bombas de gasolina com a minha mulher e um amigo quando dois homens vieram para cima de mim e 'bang-bang', dispararam sobre mim e tentaram assaltar-me o carro. Só me lembro de pensar 'não entres em pânico, relaxa' e ao mesmo tempo 'oh meu Deus, o que a minha mãe irá dizer?'"

O corpo do médio ainda apresenta as marcas de uma noite trágica. Claros tem ferimentos nas costas e na cabeça. “Como se pode ver, fui atingido nas costas e também na cabeça. Ainda tenho os ferimentos das balas. Mal aquilo acabou pus um dedo no buraco que tinha na cabeça e lembro-me que o sangue escorria pela cara. Estava totalmente coberto de sangue, mas mesmo assim consegui guiar até ao hospital para ser tratado".

Na próxima quarta-feira, as Honduras entram em campo naquele que será o jogo de despedida do mundial no Brasil. Jorge Claros foi titular no primeiro jogo e relegado para o banco de suplentes no segundo. Em Manaus, na Arena Amazónia, apenas a vitória interessa para que os hondurenhos possam deixar uma marca positiva na passagem pelo Brasil.

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