Gerard Piqué reagiu esta quarta-feira aos insultos de que foi alvo no primeiro dia de trabalho da seleção espanhola, depois de ter assumido o seu apoio à causa catalã no referendo pró-independência daquela região.

"O primeiro dia no treino foi difícil. Não gostas que as pessoas estejam contra ti. Receber insultos e assobios não é agradável. Mas isto é um desafio para mim. Quero ajudar a seleção em tudo o que possa, sobretudo em campo", disse o jogador do Barcelona em conferência de imprensa.

O central espanhol manifestou a vontade em continuar na 'Roja'.

"Cheguei à conclusão de que o melhor é continuar, aceitar o desafio. Não ceio que seja a maioria que acha que o melhor é insultar e assobiar. Penso que sair da Seleção seria dar razão a essas pessoas. Não quero sair pela porta das traseiras e sentir que as coisas correram mal. Sinto-me muito forte para enfrentar isto e dar a volta a tudo. Estou comprometido e orgulhoso de estar aqui. Que não duvidem do meu compromisso", referiu.

Apesar de ter vincado o seu compromisso com a seleção espanhola, Piqué diz não estar arrependido das declarações pró-independência da Catalunha.

"Não me arrependo porque é o que sinto. Assim como penso que as pessoas podem votar, entendo e respeito que haja quem não crê que os catalães possam votar. Somos jogadores, mas, antes de mais, somos pessoas. Um independentista pode jogar na Seleção espanhola, porque não tem nada contra Espanha. O catalão não está contra Espanha, apenas quer ter o seu próprio país. Entendo que que haja futebolistas que não se metem e eu respeito. Que me respeitem a mim também. Por que é que um futebolista não pode falar de política?", questionou.

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