Um golo do suplente Radamel Falcao, nos descontos, valeu na terça-feira à Colômbia, de Carlos Queiroz, um precioso empate a dois golos no Chile, na segunda jornada das eliminatórias sul-americanas para o Mundial de futebol de 2022.

Lançado pelo treinador luso aos 72 minutos, o ex-jogador do FC Porto resgatou um ponto para os colombianos aos 90+1, ao aparecer no sítio certo para desviar um remate de Mojica.

Os ‘cafeteros’ até tinham começado melhor, adiantando-se logo aos sete minutos, por Jefferson Lerma, de cabeça, após centro da direita de John Medina, mas, ainda antes do intervalo, as duas ‘estrelas’ do Chile deram a volta ao jogo.

Arturo Vidal restabeleceu a igualdade, aos 38 minutos, numa grande penalidade que ele próprio conquistou, e, pouco depois, aos 41, Alexis Sanchéz finalizou, à segunda, uma jogada que envolveu Mauricio Isla e Vidal.

Os chilenos seguram, depois, a vantagem quase até final, mas Falcao estragou-lhes a festa, mantendo, por outro lado, a invencibilidade de Queiroz em jogos oficiais, quatro dias após o 3-0 à Venezuela: soma quatro triunfos e dois empates.

Na tabela, os colombianos são terceiros, atrás do Brasil, de Neymar, e da Argentina, de Lionel Messi, que venceram fora o Peru (4-2) e a Bolívia (2-1), respetivamente.

Neymar foi a figura da jornada, ao conseguir um histórico ‘hat-trick’, com golos aos 28, 83 e 90+4 minutos, os dois primeiros de penálti, sendo que apontou ainda o canto que esteve na origem do outro, de Richarlison, aos 64. O benfiquista Everton entrou aos 70 e esteve envolvido nos dois últimos tentos.

Pelo Peru, que esteve a vencer por 1-0 e 2-1, marcaram André Carrillo, o terceiro em dois jogos do ex-jogador de Sporting e Benfica, um ‘golaço’, logo aos seis minutos, e Renato Tapia, com a ajuda involuntária de Rodrigo Caio, aos 59.

Antes, em La Paz, a 3.640 metros de altitude, onde não triunfava desde 2005, a Argentina venceu a Bolívia por 2-1, numa reviravolta selada por Lautaro Martínez, aos 45 minutos, e Joaquin Correa, aos 79, após o tento inaugural de Marcelo Moreno, aos 24.

A formação ‘capitaneada’ por Lionel Messi, e que voltou a ter o benfiquista Otamendi no centro da defesa, repetiu o resultado de 26 de março de 2005: depois disso, tinha perdido por 6-1 em 2009, empatado 1-1 em 2013 e ‘caído’ por 2-0 em 2017.

O quarto posto, com os quatro pontos da Colômbia, é do Paraguai, que venceu fora a Venezuela, de José Peseiro, por 1-0, graças a um tento de Gastón Giménez, aos 85 minutos, e a um penálti falhado por Yangel Herrera, e detido por Antony Silva, aos 90+5.

O avançado Jhon Murillo, jogador do Tondela, foi lançado por Peseiro apenas aos 84 minutos, ainda com 0-0.

Nos lugares imediatos, seguem o Equador e o Uruguai, que se encontraram em Quito, onde os locais chegaram a liderar por 4-0, com golos de Moisés Caicedo, aos 15 minutos, Michael Estrada, aos 45+4 e 52, e do suplente sportinguista Gonzalo Plata, aos 75.

Dois penáltis de Luis Suárez, aos 84 e 90+5 minutos, ‘escreveram’ o 4-2 final. Nos locais, Plata entrou aos 69 e Campana, avançado do Famalicão, aos 85, enquanto, nos forasteiros, o benfiquista Darwin Núñez foi lançado ao intervalo.

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