José Eduardo Bettencourt questionou no início da semana a criação de um fundo de jogadores pelo Benfica, mas deixou ontem em aberto a possibilidade dos leões adoptarem o mesmo caminho. "É uma medida sempre possível, faz-se aqui, faz-se em todos os sítios. O acesso a crédito bancário, como todos os portugueses sabem, é cada vez mais difícil, para as famílias, as empresas e os clubes não vão fugir à regra", afirmou o presidente leonino, à margem do 25.º aniversário do núcleo sportinguista de Tramagal.

Recusando-se a alongar mais sobre as críticas desferidas ao clube encarnado, Bettencourt frisou que os leões têm de escolher um caminho "que tem de ser em função daquilo que o Sporting possa e os sportinguistas quiserem que o Sporting seja".

O plano de reestruturação financeira do Sporting, que será votado em Assembleia Geral na terça-feira, foi também abordado no discurso do líder leonino: "É fundamental, mas não vamos fazer nenhum drama disso, porque durante este período houve muita reflexão sobre o tema e as pessoas todas perceberam a bondade da proposta, que é uma proposta essencial para o Sporting poder funcionar."

José Eduardo Bettencourt sublinhou a unidade no clube - "o grupo está com o treinador" - e respondeu ao ataque de Pedro Souto. O ex-candidato à presidência do Sporting tinha criticado o modelo de gestão do presidente leonino, mas este disse ontem que "ainda é cedo para arrasar". "Pode esperar mais uns mesinhos e, no final, arrasa, com ou sem razão. Ele que renove os lugares que tem para renovar, porque isso é que dava muito jeito à nossa tesouraria", atirou Bettencourt.

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