José Eduardo Bettencourt, de 49 anos, deu uma entrevista ao jornal leonino onde falou sobre a cultura que gere o futebol do Sporting.

 “Para desagrado de muita gente hoje há um universo mais blindado. De fora, já se começa a notar que, em determinadas coisas, somos mais blindados, há mais organização”, explicou o presidente do clube de Alvalade.

Interrogado sobre o “ruído” que se gerou em torno do clube durante a reestruturação do projecto financeiro, Bettencourt explicou: “Digo, muitas vezes, que o Sporting é o único clube que continua a autodestruir-se. Não vejo isto em nenhum outro clube e isso não é leal em relação ao nosso amor ao Sporting [...] Todos temos obrigação de defender aquilo que refiro como património intangível do Sporting. Quando se vai falar com patrocinadores, com bancos, com entidades com quem temos relações isso fragiliza. E fragiliza, por último, a nossa equipa, porque há um ambiente em que cada jogo que se faz nesta casa é como se fosse para o cadafalso. [...] Se conseguirmos criar um bom clima, é óbvio que as coisas ficam muito mais facilitadas. [...] A questão do modelo de governo foi muito importante. [...] Hoje, também pelo facto de trabalharmos juntos, começo a sentir, pela primeira vez, que aqui ninguém se ri quando a equipa perde, que estamos todos imbuídos do mesmo espírito.”

Ainda na entrevista, o presidente do Sporting deixa rasgados elogios ao seu director-desportivo.

“Conheço a história de Costinha e da sua família. Sei que é um indivíduo com valores e a educação correcta o que é importante ter-se nesta função. Foi um jovem que teve uma vida difícil e manteve sempre os valores correctos e que conquistou tudo a pulso. [...] É um sportinguista que teve sempre pena de, por uma ou outra razão, não ter passado pelo clube. É um indivíduo com cultura de Mundo. Hoje em dia, nesta função, não se pode viver dentro destas quatro paredes, pois Portugal é um país muito pequeno. Francisco Costa viveu em Itália, França, Espanha e Rússia, mostrou capacidade de resistência e de adaptação aos sítios onde esteve, foi um indivíduo sempre muito respeitado, com muito carácter e tem uma característica que me agrada muito: não é subserviente, nem lambe-botas. [...] Tinha todas as condições de perfil, de atitudes e de valores para poder ser a pessoa certa. [...] Acredito no potencial de Francisco Costa e pela experiência que tem em línguas, esse é um requisito muito importante nesta função”, declarou o presidente leonino.

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