O presidente da Assembleia-Geral (AG) da SAD do Sporting, Rogério Alves, admitiu esta quarta-feira, após a reunião do Conselho Leonino em Alvalade, que tem participado «em diálogos prévios» tendentes a «gerar uma alternativa aos corpos gerentes demissionários».

«Obviamente, pelo nível de responsabilidades que tenho no Sporting, também participo em diálogos prévios, que eventualmente gerarão uma alternativa e, quando esta existir, será tornada pública», disse Rogério Alves, que não tem dúvidas de que vão surgir várias candidaturas concorrentes ao ato eleitoral do dia 26 de Março.

O presidente da AG da SAD, apontado como potencial candidato a encabeçar uma lista concorrente às eleições, considera que esse trabalho preparatório tem de ser feito, visto que uma lista de candidatura não nasce do céu nem de geração espontânea, e espera que surjam projectos credíveis e com ideias claras de forma a que o universo "leonino" tenha por onde escolher.

Questionado se, em função do endividamento do Sporting à Banca, esta não terá uma palavra forte na escolha do próximo presidente, Rogério Alves foi incisivo: «O Sporting tem de ter interlocutores que falam com a Banca enquanto nossos credores, ponto final!».

Perante a insistência dos jornalistas, Rogério Alves reiterou que admite apoiar uma alternativa credível como sócio votante e adepto ou fazê-lo com um maior nível de comprometimento, até por entender que pessoas com responsabilidades no clube, como é o seu caso, «não se podem alhear do período eleitoral nem deixar de se empenhar na procura de soluções».

Colocado perante o falhanço do mandato de José Eduardo Bettencourt, Rogério Alves passou a bola aos sócios: «Devem interpelar-se sobre essa realidade, a de um presidente que é eleito com 90 por cento dos sócios e se demite. Mas isso, para mim, é passado, o Sporting tem de ter os olhos no futuro».

Entretanto, o presidente da Assembleia-Geral do Sporting, Dias Ferreira, justificou o compromisso de renúncia assumido por pelos membros do Conselho Leonino (CL) eleitos pela lista de José Eduardo Bettencourt «por razões de solidariedade».

Em relação à renúncia assumida pelos restantes membros, eleitos pela lista de Paulo Cristóvão e pela Associação de Adeptos Sportinguistas, justificou-a com o facto dos mesmos estarem de acordo com a realização de eleições antecipadas.

Quanto às críticas de alguns conselheiros, que contestaram a consulta ao CL após a renúncia dos órgãos sociais e não antes daquela, rebateu-as: «O CL é um órgão com funções meramente consultivas. O presidente do Conselho Directivo [José Eduardo Bettencourt] assumiu uma atitude pessoal e não faz sentido que vá pedir um parecer ao CL, nem ele nem os restantes órgãos sociais, visto que o ato de renúncia é um ato individual de cada uma das pessoas que os integram».

«Só podíamos reunir o CL depois do plenário dos órgãos sociais, cuja decisão desconhecia. Se os órgãos sociais não se tivessem comprometido a renunciar no dia 14 de Fevereiro eu teria de cooptar e, nesse caso, teria de ser ratificada pelo CL», concluiu Dias Ferreira.

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