O FC Porto comunicou aos trabalhadores o encerramento da sala, o que já aconteceu na tarde de quarta-feira, invocando prejuízos mensais de cerca de 6500 euros, que torna insustentável a sobrevivência do Bingo.

O Sindicato dos Trabalhadores da Industria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte alega que tal situação é ilegal e a intenção de fechar a sala não foi comunicada à secretaria de Estado do Turismo.

Este sindicato considera "estranho" o facto de o FC Porto ter pedido a revogação da licença de concessão por duas vezes, que vigora até 2013, e considera ilegal o fecho sem a comunicação ao Governo.

"A secretaria de Estado do Turismo, responsável pela concessão do jogo, não recebeu ainda nenhum documento do FC Porto, que também não apresentou qualquer estudo a provar a inviabilidade da sala", refere Francisco Figueiredo.

Ainda de acordo com este representante sindical, "a comunicação que o FC Porto faz não cumpre os princípios legais, dado que falta informação fundamentada das razões de despedimento colectivo e das contas do prejuízo".

"O sindicato pretende que o FC Porto reabra o Bingo, permita o regresso dos trabalhadores ao trabalho e proponha ao Governo um novo concurso para a exploração da sala", disse Francisco Figueiredo.

Ainda de acordo com o dirigente, esta solução até podia evitar ao FC Porto ter que pagar indemnizações, embora admita a possibilidade de terem que ser feitas rescisões, dado que a nova empresa iria absorver alguns.

O quadro de pessoal do Bingo do FC Porto conta com 23 trabalhadores, que, de acordo com o anunciado quarta-feira pelo clube, serão objecto de um despedimento colectivo já no decorrer do mês de Maio.

Os trabalhadores têm previsto uma reunião para as 11:00 de terça-feira.

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