Os sócios do Vitória de Guimarães chumbaram hoje o relatório e contas de 2010/11 por larga maioria, devendo agora ser marcada nova Assembleia-Geral (AG) para discussão e aprovação do mesmo exercício.

Numa concorrida e longa AG, os cerca de 1500 associados do clube minhoto, último classificado da Liga principal de futebol, rejeitaram as contas apresentadas pela direção presidida por Emílio Macedo da Silva, que foi muito vaiado sempre que interveio.

O Vitória de Guimarães registou um resultado líquido negativo de quase dois milhões de euros (ME) e viu o seu passivo aumentar em 2010/11, estando agora na ordem dos 15,1 ME (o passivo exigível é de 13,64 ME).

O Conselho Fiscal criticou o facto de o clube não ter aproveitado a mais valia de 7,0 ME na venda de jogadores (só Bebé, vendido ao Manchester United, rendeu cerca de 5,5 ME) para abater o passivo e alertou para a «expansão de custos e uma não alcançada contenção, como seria aconselhável dada a situação financeira do país e do clube».

As contas serem chumbadas não é uma situação virgem no Vitória de Guimarães.

Aconteceu primeiro no tempo de Pimenta Machado, tendo sido aprovadas mais tarde na presidência de Vítor Magalhães, e depois os sócios vitorianos voltaram a não dar o voto favorável a um exercício de Vítor Magalhães, que só passou depois com Emílio Macedo da Silva como presidente.

O próximo passo é marcar uma nova AG para voltar a discutir e votar as mesmas contas.

Se forem novamente reprovadas, os órgãos sociais do Vitória de Guimarães caem.

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