A equipa da Reboleira, da II Liga, recebe hoje o Penafiel, do mesmo campeonato, em encontro da segunda fase da Taça da Liga de futebol, sendo o primeiro jogo do dia decretado pelo Governo para a reabertura dos estádios de futebol, o regresso após cerca de um ano e quatro meses ‘fechados’ devido à pandemia de covid-19.

“Já fazia falta ao futebol em si. Futebol sem adeptos não é futebol. Convém ter adeptos, mesmo para os próprios jogadores e para o ânimo das equipas, para estas equipas mais de baixo terem andamento com outras equipas de cima e fazer sempre frente, ter essa possibilidade”, afirmou Bruno Paulo, de 34 anos, à agência Lusa.

Sócio desde 2011, na altura da refundação do Estrela da Amadora, cerca de dois anos depois da descida administrativa da I Liga e da breve extinção, Bruno Paulo acredita que a presença de público dá um “incentivo maior à equipa” do Estrela da Amadora, que “vai precisar de muita força”, tendo convicção de que servirá de “12.º jogador”.

“O público vai estar sempre presente. Esta equipa tem muitos adeptos a apoiá-la e vai ter sempre muitos adeptos à volta deles”, assegurou, confiando numa “boa época, dentro das possibilidades” da equipa amadorense.

O Estrela da Amadora abriu as bancadas Superior Sul, Central Poente, Superior Norte e VIP, com duas cadeiras ‘proibidas’ de intervalo entre as permitidas, de forma a cumprir com a proporção exigida de 33% de lotação, embora o estádio não tenha esgotado.

Para o acesso ser válido, cada adepto teve de apresentar o certificado de vacinação completa, um teste PCR com resultado negativo até 72 horas antes do jogo ou um teste antigénio negativo e com respetivo certificado até 48 horas antes da partida.

Para além disso, a temperatura corporal teria de ser inferior a 38º, acrescentando-se a obrigação da utilização de máscara e da manutenção do distanciamento físico entre os espetadores, enquanto o processo de venda decorreu entre sábado e domingo, com alguns adeptos a deslocarem-se à bilheteira antes do início para comprar o ingresso.

Na fila dos bilhetes, estava António Duarte, de 68 anos e sócio há 40, que está, “em parte”, de acordo com as regras impostas para o regresso dos adeptos se efetivar, mas realçou a necessidade do cumprimento dessas medidas, para que os jogadores continuem a sentir “a pressão e o espetáculo”, bem como “a alegria da gente”.

“[O público vai continuar a ir ao estádio] Se se portar bem, mas não acredito. Até ao primeiro golo, fica tudo bem. Depois, é aquela emoção e vai perder-se um bocadinho”, expressou, mantendo a mesma confiança numa boa época, a ‘sonhar’ com a I Liga.

António Duarte pediu ainda “uma boa postura” a jogadores e equipa técnica dos ‘tricolores’, considerando que têm “equipa para subir”, se existir o “máximo de empenho e que tenham amor à camisola”.

As competições profissionais vão ter até 33% da lotação dos estádios nesta primeira fase, devido à pandemia de covid-19, mas a expectativa do presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, é chegar em breve aos 100%.

Os eventos desportivos vão poder contar com adeptos nas bancadas a partir de hoje, desde que sejam respeitadas as regras da Direção-Geral da Saúde (DGS), derivadas da pandemia de covid-19, anunciou na quinta-feira o primeiro-ministro, António Costa.

“[Vamos] permitir que os eventos desportivos passem a ter público de acordo com a regra especificamente definida pela Direção-Geral de Saúde”, afirmou o governante em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros que definiu as medidas para a reabertura do país.

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