O governo tem ajudado o desporto na crise da covid-19 com “um conjunto de medidas excecionais”, embora o ministro da tutela, Tiago Brandão Rodrigues, admita que é preciso “fazer mais”.

“Houve um conjunto de medidas excecionais temporárias no desporto para responder aos constrangimentos. Temos de fazer mais e vamos dar pequenos passos”, disse, na audição regimental da Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.

Anunciou a revisão do programa Apoiar, que passará a abarcar novos códigos de atividade, dando assim resposta a necessidades do ensino desportivo e recreativo, gestão de instalações desportivas, atividades dos clubes desportivos e organismos reguladores das atividades desportivas.

Destacou a continuidade do financiamento ao movimento desportivo – federações desportivas, o Comité Olímpico de Portugal, Comité paralímpico de Portugal e Confederação do Desporto –, “sem qualquer interrupção e com possibilidade de reafetação de verbas não executadas pela quebra de atividade”.

“Apesar do adiamento de um conjunto de competições desportivas à escala global, foram executados sem interrupção - ou mesmo sem descontinuidade - contratos de preparação olímpica e paralímpica”, acrescentou.

O governante destacou o empenho do executivo em privilegiar medidas “que visem tentar reduzir o negativo impacto económico da covid-19 e tentar perspetivar a recuperar o setor quando isto terminar”.

Elogiou o trabalho “envolvendo todos os agentes” na elaboração de um plano de gestão de desconfinamento em segurança, “o que permitiu que muito do setor pudesse voltar à atividade, à competição, inclusivamente os escalões formação nos desportos individuais”.

Recordou que, face ao que foi feito, foi “garantida a competição a cerca de 360 mil atletas, o que é muito importante”.

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