A segunda edição do Encontro Nacional de Esperanças Olímpicas reuniu 98 jovens aspirantes à presença nos Jogos de Paris2024, que hoje ficaram encorajados com o testemunho do campeão olímpico português do triplo salto, Nelson Évora.

"Partilhar experiências diretamente com estes atletas vai servir de referência para muitos detalhes. Há que prosseguir estas iniciativas para o bem do desporto nacional e espero que tenham dado bons frutos daqui a alguns anos", notou o vencedor da medalha de ouro em Pequim2008, após o evento promovido pelo Comité Olímpico de Portugal (COP) no fim de semana, na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

Habituado a vencer nos grandes palcos desde muito cedo, o atleta do Sporting pode cumprir em Tóquio a quarta e última participação olímpica, contexto que não vai impedir a convivência futura com as novas gerações de desportistas nacionais.

"Quando um atleta deixa de estar na rota das medalhas, não deixa de ser bastante útil. O país, o COP e as federações têm de atentar na experiência dos seus atletas de referência e valorizar aqueles que continuam a lutar e nunca conseguiram conquistar nada. Esses também são resilientes nos seus sonhos", sublinhou.

Nelson Évora, de 35 anos, deu sequência às ‘Conversas Olímpicas' protagonizadas no sábado por Cristina Gomes, treinadora de ginástica artística em Londres2012 e Rio2016, e Rui Bragança, atleta de taekwondo nos últimos Jogos, despertando horizontes em 98 jovens e 56 treinadores, de 14 modalidades e mais de 60 clubes distintos.

"Conhecer a elite nacional de cada desporto é importante, porque numa comitiva olímpica todos temos de nos dar bem e estes podem ser os nossos futuros colegas", referiu Rogério Amaral, corredor do Sobral de Ceira, que alcançou a final dos 3.000 metros nos Europeus sub-20 de 2019.

Valorizando um trabalho "progressivo" que permite "acordar todos os dias" a pensar em Paris2024, o atleta, de 20 anos, adquire inspiração no "ídolo" Rui Silva para superar os obstáculos provocados por uma carreira dual entre os livros e as pistas.

"Estudo em regime parcial e mesmo assim tenho dificuldades para conciliar tudo. É preciso dedicação, ser um bocado louco e arriscar", confessa o aluno de Engenharia Física, na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra.

Barreiras idênticas encara João Prieto, de 22 anos, praticante de vela e estudante de Ciências do Desporto na Faculdade de Motricidade Humana, que tem despendido mais esforços para a vertente desportiva, sem descurar o "desenvolvimento pessoal".

"É preciso ser muito metódico, persistente e consistente. Ser uma esperança olímpica já nos direciona muito para esse objetivo, mas o percurso até Paris é longo", apontou o atleta do Clube Naval de Cascais, que coopera com Tomás Barreto na classe 49er e obteve o bronze nas últimas duas edições do Mundial sub-23.

A 1.650 dias das Olimpíadas em França, o velejador aproveitou dois dias de atividades lúdico-desportivas para "notar uma motivação comum" entre atletas de diversos desportos, enquanto deposita olhos nas lições que a missão Tóquio2020 poderá oferecer.

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