O adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 para o próximo ano não terá “qualquer impacto” na realização dos de Paris, que irão manter-se “no verão de 2024”, assegurou hoje o presidente do Comité Organizador de Paris2024.

“Os Jogos Olímpicos de 2024 mantêm-se no verão de 2024. Não há qualquer impacto [do adiamento de Tóquio2020] na data da organização”, sustentou Tony Estanguet, em declarações à agência France-Presse.

Para o presidente do Comité Organizador de Paris2024, o Comité Olímpico Internacional e o Comité Organizador de Tóquio2020 tomaram “a decisão correta” ao adiar os Jogos Olímpicos, tendo em conta o impacto da pandemia da covid-19.

“É a melhor decisão para os atletas, para o conjunto dos ‘atores’ dos Jogos e para todo o Mundo face à crise que atravessamos atualmente. Para garantir o sucesso dos Jogos, foi importante dar tempo e adiá-los um ano”, estimou.

Quanto à preparação do próximo evento olímpico, Estanguet detalhou que tudo está a avançar dentro do planeado.

“Cada edição dos Jogos é diferente. Nós não temos tantas infraestruturas para construir [como Tóquio]. Estamos a avançar no nosso calendário, independentemente do calendário de Tóquio”, observou, indicando que o comité ao qual preside espera continuar a beneficiar das aprendizagens dos seus antecessores organizativos.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021, devido à pandemia de covid-19, anunciaram hoje o Comité Olímpico Internacional (COI) e o Comité Organizador dos Jogos, em comunicado.

“Nas presentes circunstâncias e baseado nas informações dadas hoje pela Organização Mundial de Saúde, o presidente do COI [Thomas Bach] e o primeiro-ministro do Japão [Shinzo Abe] concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada em Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020 e nunca depois do verão de 2021”, lê-se no comunicado.

Esta decisão foi, de acordo com o mesmo documento, tomada “para salvaguardar a saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e de comunidade internacional”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 17.000 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, há 33 mortos e 2.362 infetados confirmados.

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