A Federação Portuguesa de Canoagem considerou hoje que faltou “sorte” a alguns dos seus atletas no apuramento para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, mas mantém a esperança de alargar o lote de seis qualificados nas regatas em linha.

“Hoje a sorte não esteve do nosso lado. Foi por muito pouco. Em duas, três provas ficámos a um lugar do apuramento. As coisas não correram como esperávamos, mas estamos muito orgulhosos do trabalho dos nossos atletas, do seu empenho, dedicação e sacrifício para estarem aqui a lutar pelas vigas”, disse, à Lusa, o vice-presidente Ricardo Machado.

Joana Vasconcelos, terceira em K1 500, e Marco Apura e Bruno Afonso, igualmente terceiros, em C2 1.000, foram quem mais perto esteve do êxito.

O dirigente, que também é diretor técnico nacional da canoagem, lembrou a juventude de boa parte da equipa em competição – “estamos a prepará-los para Paris2024” – e congratulou-se com a segunda vaga conquistada na canoagem adaptada para os Jogos Paralímpicos.

“Estamos desiludidos porque não concretizámos um dos objetivos de classificar mais um atleta para os Jogos Olímpicos, mas conseguimos mais um para os Paralímpicos e vamos levar dois na nossa primeira participação”, vincou, ficando por saber se será Alex Santos ou Floriano Jesus a juntar-se a Norberto Mourão.

Ainda assim, a canoagem ainda não desistiu de alargar a equipa da pista, pois na próxima semana Joana Vasconcelos, em K1 500, e Kevin Santos, em K1 200, vão à Rússia, onde, na II Taça do Mundo, há ainda uma vaga – a derradeira - para o primeiro classificado.

Apesar do objetivo em Szeged não ter sido atingido, Ricardo Machado recorda que “os atletas mais cotados já estão apurados”, pelo que a federação “mantém o objetivo de lutar pelas medalhas em Tóquio2020”.

“Os portugueses podem estar certos de que a canoagem irá estar em Tóquio a lutar de igual para igual com os melhores do mundo e a ver se no final a sorte estará do nosso lado”, concluiu.

Joana Vasconcelos foi terceira a duas décimas do segundo lugar, que lhe garantiria voltar aos Jogos: “Fiquei ali mesmo à portinha. Agora pensamento positivo e focar-me na próxima. Vou disputar a Taça do Mundo e depois, na Rússia, vou fazer tudo para conseguir a vaga olímpica que resta”.

A canoísta gaiense assume que se ia a sentir “muito bem durante a prova”, elogiou o seu arranque e o meio da regata, não tendo noção visual de que a croata estava a subir na pista oito e lhe retiraria a alegria de celebrar.

Kevin Santos admite que “faltou fazer a prova perfeita” e que o resultado foi “agridoce”, mau por ser quinto e não um dos dois primeiros, mas bom por “estar muito perto” na luta com “os melhores do mundo e da Europa”.

“Faltou um pouquinho e da próxima não quero perder a chance. Sair bem, um bom meio de prova e acabar ainda melhor. Fazer tudo perfeito. Vou lutar por isso e estou confiante. Sei o que falhou, vou fazer tudo para conseguira regata perfeita”, concluiu.

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