José Manuel Constantino confia que Portugal vai aproximar-se em Tóquio2020 dos 92 atletas e 16 modalidades presentes no Rio2016, objetivo que inspira o mesmo cuidado que o organizativo, condicionado pela instabilidade provocada pela pandemia de covid-19.

“O maior desafio é estabelecermos um quadro de estabilidade relativamente ao modo como os Jogos Olímpicos vão decorrer no Japão. Precisamos de saber que o que é necessário fazer que a participação se estabilize, sem alterações, modificações, correções constantes que naturalmente dificultam a montagem desta operação”, desabafou, à Lusa, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino.

A pandemia ditou o adiamento dos Jogos por um ano, realizando-se entre 23 de julho e 08 de agosto, porém, por ausência de precedente na forma de lidar situação análoga, as diretrizes emanadas do Comité Organizador e do Comité Olímpico Internacional (COI) têm sofrido regulares alterações, o que complica toda a organização do COP e organismos homólogos.

“O que quer que seja, com ou sem quarentena ou ‘bolhas’… que se anuncie e estabilize. Organizar-nos-emos com essas regras. Mais difícil é ter sistematicamente as coisas corrigidas, alteradas, modificadas, obrigando-nos a correções extremamente difíceis na logística”, completou.

Essa mutabilidade não é exclusiva ao evento em si, pois estende-se aos processos de qualificação nas diversas modalidades, igualmente com adaptações generalizadas, face às contingências da imprevisibilidade do vírus.

Até agora, Portugal tem assegurada a presença de 56 atletas de 12 modalidades, desempenho que está “dentro das expectativas para os 70 a 80 competidores na totalidade”, mas há vários desportos que ainda não têm o grupo de participantes definido, pelo que “a expectativa do COP é que esse número suba progressivamente”.

Ainda assim, para isso acontecer “é preciso que haja competições”, recordou José Manuel Constantino, que assume a sua “preocupação a um quadro internacional tão instável, tão adiável”.

Judo, triatlo, skate, surf, karaté ou taekwondo têm boas probabilidades de integrar a missão portuguesa no Japão, caso se disputem as provas de qualificação previstas: se tal não for possível nem todos têm um plano alternativo claramente decidido.

“O que esperamos é que esta situação possa ser estabilizada e os atletas se possam apresentar em competição para garantir os respetivos apuramentos”, desejou.

Se há dúvidas quanto ao número de desportistas e modalidades, bem como a inúmeras questões logísticas antes e durante os Jogos, já no ponto de vista dos resultados globais de Portugal “não mudou nada”.

O COP e a tutela assinaram um contrato-programa que a troco de 18,5 milhões de euros prevê a conquista de duas medalhas e a obtenção mínima de 12 diplomas, ou seja, um lugar entre os oito primeiros.

“Faremos uma aferição quando tivermos o grupo completo, olharemos para a realidade prevista 2017 e se coincide com a previsão para 2021. Neste momento não há nenhum fator que leve a modificar o quadro de objetivos desportivos estabelecidos para esta missão”, concluiu.

Na quarta-feira ficam a faltar 100 dias para o arranque dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que vão realizar-se de 23 de julho a 08 de agosto de 2021.

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