O Chefe de Missão aos Jogos Olímpicos Rio2016 diz que a comitiva lusa vai levar o melhor que Portugal tem e, embora não fale em medalhas, espera os melhores resultados de sempre.

“Se me fala em medalhas, esta missão é muito mais do que isso. Não me canso de repetir que levamos o que de melhor Portugal tem e estes atletas que vão participar nos Jogos Olímpicos muitos deles são medalhados em campeonatos da Europa, em campeonatos do mundo e atletas de finais e semifinais”, lembrou José Garcia.

Em entrevista à agência Lusa, o Chefe de Missão assume ter como ambição que todos os atletas “consigam fazer o que estão habituados a fazer e a superarem-se”, ou seja, ser “melhores do que habitualmente” já são.

“São muito poucos aqueles que têm possibilidade de disputar essas medalhas, mas Portugal tem atletas com capacidade para o fazer”, admitiu.

Com Portugal a atravessar um excelente momento desportivo, com vários títulos conquistados nos últimos tempos, o ex-canoísta diz que esse facto traz mais responsabilidade, mas também mais confiança, relembrando, contudo, que o trabalho que dá estes resultados “demora muitos anos”.

“Responsabilidade sim, porque Portugal está com um lote grande de resultados de excelência, mas também aumenta a confiança, porque as pessoas veem que é possível. Muitas vezes quando tenho oportunidade de me encontrar com pessoas e com alguns daqueles craques, aqueles atletas de excelência, eu belisco-lhes a pele e digo-lhes: ‘olha, estão a ver, são de carne e osso também’. Aumenta a confiança, porque se os outros portugueses conseguem, estes também vão conseguir, de certeza, porque é o melhor que Portugal tem”, referiu.

À partida para os Jogos de Barcelona, em 1992, no qual o ex-canoísta José Garcia conseguiu um dos melhores resultados, com o sexto lugar em K1 1.000 metros, as expetativas eram muito elevadas, mas acabaram por sair goradas.

“Em Barcelona92, não houve medalhas e havia essas expetativas de bons resultados, que não se confirmaram, mas eu quero crer que o Rio2016 tem um leque de atletas de maior qualidade do que tinha na altura. As expetativas são justificadas de que os resultados sejam do melhor de que Portugal já teve”, referiu.

O facto de o Rio de Janeiro acolher, de 05 a 21 de agosto, os primeiros Jogos em língua portuguesa é, de acordo com José Garcia, “um fator acrescido de motivação”, embora o cronómetro seja “insensível a essa realidade”.

“Das poucas vezes que lá estive, senti que em cada carioca há um pouco de Portugal. Tive alguns relatos emocionados de alguns cariocas que me falavam do avô, do pai, e alguns, emocionados, choraram, portanto, a nossa bandeira tem um peso muito forte naquela cidade. Esse será um apoio acrescido com que os nossos atletas podem contar, certamente”, concluiu.

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