Um grupo de manifestantes acampou hoje frente ao futuro campo de golfe dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para protestar contra a sua construção numa área protegida e contra a especulação imobiliária gerada pelo projeto.

Os ativistas asseguraram que vão permanecer acampados diante do terreno, situado no luxuoso bairro da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, até que a justiça determine o embargo das obras para analisar a denúncia de que o local é uma área protegida.

Os manifestantes, citados pela EFE, defendem que o projeto está a beneficiar interesses particulares, por permitir que, quem adjudique a obra do campo, tenha uma concessão para operar o espaço por vários anos, assim como para construir outros edifícios nas áreas circundantes.

Segundo o advogado Jean Carlos Novaes, um dos líderes do movimento "Golfe para quem?", o campo está a ser construído num terreno que faz parte da reserva ambiental da Marapendi, situada entre a praia da Barra da Tijuca e uma lagoa ligada ao mar.

O advogado diz que a licença ambiental concedida pela prefeitura do Rio de Janeiro não tem validade, porque a reserva é administrada pelo governo regional do Rio de Janeiro e não pelo municipal.

A procuradoria solicitou em agosto a suspensão da licença ambiental por supostas irregularidades, mas o juiz responsável pelo caso negou a petição com o argumento de que a vegetação do terreno já tinha sido destruída e que já não havia nada para proteger.

O golfe vai regressar ao programa olímpico no Rio2016, depois de 112 anos de ausência, ou seja, desde Saint Louis, em 1904.

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