O Rio de Janeiro está a preparar-se para receber os 400 mil turistas que visitarão a cidade durante as Olimpíadas em 2016 e está a investir 1.500 milhão de dólares para a construção de mais 250 hotéis para hospedar delegações e turistas.

Atualmente, existem na cidade 32.400 quartos de hotéis para hospedar turistas. Para 2016, ano quando serão realizados os Jogos Olímpicos, a previsão é aumentar 20 mil quartos. As autoridades ainda estudam incluir os cerca de 7 mil quartos que estarão disponíveis em navios cruzeiros atracados no porto.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, já estão em construção 5 mil quartos e outros 6 mil estão licenciados e devem começar a ser construídos ainda neste ano.

Para esta ampliação de 250 novos hotéis, os empresários contam com incentivos fiscais, redução de 40 por cento no imposto territorial até 2019, além de desconto em outros impostos.

Como forma de monitorizar o desenvolvimento do setor, será lançado em junho o Observatório Estadual do Turismo que irá reunir bancos de dados da Secretaria estadual do Turismo, a Riotur do município, ABIH e empresas de viagem.

O objetivo «é disponibilizar índices de oferta e demanda, além de informações sobre a expansão do parque hoteleiro e dados do turismo», disse Alfredo Lopes num encontro com a imprensa estrangeira.

A previsão é que o Observatório entre em operação antes da Jornada Mundial da Juventude, em julho, quando o Papa Francisco virá ao Rio de Janeiro e é esperado um fluxo de turistas de 3 milhões de pessoas.

A criação do Observatório do Turismo surgiu após a realização da Rio+20, em junho de 2012, quando os altos preços das tarifas estavam acima da média o que fez com que muitas delegações internacionais cancelassem a sua participação na cimeira das Nações Unidas.

«Sentimos a necessidade de termos dados para enfrentar essas dificuldades. Vamos monitorizar caso a caso esses eventos. Precisamos diversificar a infraestrutura hoteleira», argumentou Lopes.

O representante do setor admite que o preço das diárias nos hotéis no Rio de Janeiro está alto.

«O Rio está caro e a hotelaria também, mas está dentro do contexto», justificou.

Há casos de hotéis que já informaram que pretendem triplicar as suas tarifas no auge dos grandes eventos, porém Alfredo Lopes espera que isso não suceda:

«Vamos informar aos órgãos de controlo para que não haja abusos, existe o código de defesa do consumidor para evitar que existam diárias abusivas.»

A reserva de quartos de hotéis para os Jogos Olímpicos já atinge os 75 por cento da oferta existente.

«Tínhamos um turismo de baixa qualidade, agora tentamos recuperar o tempo perdido. Hoje muitos hotéis já estão a investir em modernização.

Antes se construía um hotel a cada cinco anos. O Rio ficou muito tempo sucateado», relembrou.

Na década de 80, houve episódios de violência que prejudicou a imagem da cidade e fez com que o preço das diárias de hotéis baixasse em demasia.
A mudança começou a ocorrer a partir dos Jogos Pan-Americanos em 2007.

O desafio agora, para Alfredo Lopes, é manter a promoção da imagem do Rio na Europa e Estados Unidos, mas também apostar nos emergentes BRIC (Rússia, Índia e China) e mercados árabes.

«Estamos ainda patinando no turismo internacional. Temos muito que crescer. O Brasil recebe cerca de 5 milhões de turistas por ano, isso é menor do que recebe a cidade de Paris. Temos que manter um calendário de eventos internacionais e abrir novas frentes, não dá para pensar que só o Mundial de Futebol e as Olimpíadas irão alavancar o Rio de Janeiro», salientou.

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