"Mens sara in corpore sano", mente sã num corpo são, poderia e pode ser uma das frases bandeira de qualquer atleta, tendo em conta a importância de corpo e mente na sua performance, ainda mais numa prova de alto calibre como são os Jogos Olímpicos, a maior competição do mundo.

Para ajudar na parte do corpo, os 92 atletas portugueses contaram com o apoio médico do Grupo Lusíadas Saúde, fruto de um protocolo assinado com o Comité Olímpico de Portugal e que se prolonga há três ciclos olímpicos, com o grupo a ser o serviço médico oficial de apoio ao COP, num apoio que se prolongou aos Paralímpicos e Surdolímpicos nesta edição das Olimpíadas.

Os atletas olímpicos lusos realizaram toda a sua preparação médica, bem como exames e os novos, e necessários, testes à COVID-19 num ciclo olímpico que se revelou mais longo (5 anos) que o esperado.

Em declarações ao SAPO Desporto, o Dr. Bernardo Vasconcelos, Coordenador da Unidade de Medicina Desportiva do Hospital Lusíadas Lisboa, realça todos os cuidados a que os olímpicos nacionais tiveram acesso nos últimos dois anos.

"Há 2 anos que estes atletas tiveram e têm acesso a múltiplas consultas de especialidade, a exames complementares de diagnóstico e a cirurgias nos Hospitais Lusíadas, durante a sua preparação para os jogos olímpicos de Tóquio", explicou, frisando que o apoio aos atletas se mantém até ao final do ciclo olímpico.

Num ciclo olímpico marcado pela COVID-19, que 'apanhou' alguns atletas nacionais, o Grupo garantiu também o acompanhamento médico e a resposta imediata dos mesmos, através dos seus hospitais e clínicas.

E, como mencionado anteriormente, também foi o grupo a realizar os necessários testes COVID-19, com as várias unidades a realizarem mais de 260 análises, cumprindo o protocolo imposto pelo Comité Olímpico Internacional para uns Jogos realizados em plena pandemia.

"Antes da partida, todos os atletas e membros da comitiva efetuam nas unidades dos Lusíadas Saúde testes de pesquisa da COVID-19, por duas vezes (96 horas antes da partida e 48 horas antes da partida), conforme protocolo do Comité Olímpico Internacional. Nos últimos dias já efetuámos mais de 260 análises para pesquisa do SARS-CoV-2 no exsudado faríngeo destes atletas e outros membros", explica.

Também os atletas paralímpicos farão os respetivos testes de deteção da SARS-CoV-2 com o grupo, que tem prevista a realização de mais 200 análises a esta comitiva, com a equipa de testagem a deslocar-se à Cidade do Futebol, local de acolhimento para os Paralímpicos.

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Os Jogos Olímpicos de Tóquio ficam inevitavelmente marcados pela pandemia que veio perturbar (bastante) o habitual ritmo de uns Jogos: os atletas ficam praticamente confinados à aldeia olímpica, as bancadas estão vazias e os testes são uma constante.

Dados publicados pelo Comité Olímpico Internacional mostram que desde 1 de julho, já foram realizados mais de 313 mil testes à COVID-19 a comitivas nacionais e staff dos jogos, dos quais foram detetados 160 casos positivos, a maioria de membros ligados à organização dos jogos.

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