Depois de ter rejeito a vacina contra a COVID-19 antes de rumar ao Japão para disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio2020, o nadador Michael Andrew, dos Estados Unidos, voltou a dar que falar em nova polémica. De acordo com uma jornalista norte-americana, Christine Brennan, o atleta ter-se-á agora recusado a usar máscara na área de entrevistas, ao contrário dos seus compatriotas.

"Michael Andrew, o atleta olímpico americano não vacinado, recusou-se a usar máscara na zona mista. Todos os outros nadadores americanos que vi durante toda a semana usaram ", escreveu Brennan em sua conta no Twitter.

Recorde-se que o Comité Olímpico Internacional (COI) disse que poderia aplicar advertências aos atletas que não cumprissem o protocolo de combate à COVID-19. Michael Andrew parece, agora, ter ido em contramão face a essas orientações do COI, aguardando-se para ver se sofrerá alguma sanção. O nadador vai voltar a competir na manhã desta sexta-feira, no apuramento dos 50 metros livres, depois de ter já sido quinto classificado na final dos 200 metros estilos e quarto nos 100 metros bruços.

Um atleta sempre prolémico

Os comportamentos de Andrew não estarão a agradar, sequer, à comitiva dos EUA. Quando este entrou para a final dos 200 metros estilos, ouviu a parte da bancada americana dirigir-lhe alguns assobios (e nem todos eram assobios de incentivo em sinal de apoio).

O nadador de 22 anos começou a dar que falar quando, antes dos Jogos Olímpicos, assumiu publicamente que não queria ser vacinado. "Não quero inserir no meu corpo algo que não sei como me vai fazer reagir. Para um atleta de elite, é tudo muito calculado e não quis arriscar ficar fora da piscina uns dias, como podia acontecer se me vacinasse", explicou então, durante o estágio antes da viagem para Tóquio0

Uma opinião que gerou desde logo grande discussão pública, entre críticas e, também, declarações de apoio ao nadador. Mas Michael Andrew é polémico por natureza. Muitas vezes, faz questão de trabalhar à parte do resto da equipa de natação dos EUA. Treinado pelo pai e treinador, tem rotinas de treino completamente distintas do que é habitual, recorrendo ao chamado método 'Ultra-Short Race-Pace Training', que coloca como principal foco as especificidades de cada especialidade da natação, deixando para segundo plano aspetos físicos como o levantantamento de pesos ou o excesso de percursos na piscina que vão para além daqueles que fará em competição. O que que ele faz é efetuar centenas de segmentos mais curtos.

A verdade é que, em Tóquio, para já, as coisas não parecem estar a correr-lhe bem, tendo já falhado dois pódios, e as polémicas em seu redor continuam. Restam-lhe os 50 metros livres.

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