Na prova ‘rainha’ do atletismo, o italiano gastou 9,80 segundos para ser mais rápido do que o norte-americano Fred Kerley (9,84), segundo, e o canadiano Andre De Grasse (9,89), terceiro, e bater pela segunda vez no dia o recorde da Europa.

Com 9,84 segundos na terceira meia-final, já tinha ‘apagado’ da lista dos recordes europeus o português Francis Obikwelu (2004) e o francês Jimmy Vicaut (2015), que partilhavam o melhor registo do ‘velho continente’, com 9,86.

Lamont Jacobs, de 26 anos, não era apontado como favorito, mas tornou-se o primeiro europeu campeão no hectómetro olímpico desde Barcelona1992 - quando venceu o britânico Linford Christie -, sucedendo ao tricampeão e recordista mundial Usain Bolt.

A Itália também festejou no salto em altura, com Gianmarco Tamberi a subir ao lugar mais alto do pódio, desta feita ‘ex aequo’ com o catari Mutaz Barshim, ambos com 2,37 metros, o mesmo registo do bielorrusso Maksim Nedasekau, que ficou com o bronze.

O triplo salto feminino premiou Patrícia Mamona com a medalha de prata, mercê de um novo recorde nacional, de 15,01 metros, superior aos 14,87 da espanhola Ana Peleteiro, tendo apenas sido batido pelos espetaculares 15,67 da venezuelana Yulimar Rojas, bicampeã do mundo, que retirou 17 centímetros à anterior melhor marca mundial, que durava desde 1995 (Inessa Kravets).

Na sessão matinal do atletismo, a chinesa Lijiao Gong juntou os dois cetros mundiais ao estatuto de campeã olímpica do lançamento do peso, com 20,58 metros, distanciando-se da norte-americana Raven Saunders (19,79) e da neozelandesa Valerie Adams (19,62), enquanto a lusa Auriol Dongmo foi quarta e ficou a cinco centímetros do pódio (19,57).

O dia assinalou o início das provas de luta greco-romana e atribuiu mais 25 títulos, que valeram aos Estados Unidos mais quatro ouros e a ultrapassagem ao Japão (20 contra 17) na vice-liderança do medalheiro, liderado pela China, com 24 ouros em 51 ‘metais’.

No derradeiro dia da natação, o norte-americano Caeleb Dressel, com cinco títulos, e a australiana Emma McKeon, com um recorde de sete pódios, acentuaram a superioridade manifestada ao longo da semana nos setores masculinos e feminino, respetivamente.

A ‘estrela’ da Florida, de 24 anos, somou cinco medalhas de ouro em seis possíveis, três das quais em provas individuais, algo que não tinha conseguido no Rio2016, além de ter revalidado os cetros em estafetas, faltando um pódio nos inéditos 4x100 estilos mistos.

Após os 100 metros livres, 100 bruços e a estafeta dos 4x100 livres, Caeleb Dressel venceu os 50 livres, distância na qual é bicampeão mundial, renovado o recorde olímpico até aos 21,07 segundos, face ao francês Florent Manaudou e ao brasileiro Bruno Fratus.

No plano coletivo, e já depois de ter vencido os 4x100 metros livres, contribuiu para os Estados Unidos renovaram ao fim de 11 anos a marca mundial na estafeta dos 4x100 estilos, com 3.26,78 minutos, deixando para trás Grã-Bretanha, prata, e Itália, bronze.

Robert Finke, campeão dos 800 livres, ganhou um título que fugia aos norte-americanos há 37 anos, ao terminar os 1.500, a mais longa distância da natação, em 14.32,65 minutos, acima do ucraniano Mykhailo Romanchuck e do alemão Florian Wellbrock.

Já Emma McKeon, de 27 anos, acumulou três bronzes e quatro ouros, juntando ao cetro dos 100 metros livres a vitória nos 50 da mesma especialidade, em 23,81 segundos, à frente da sueca Sarah Sjöström e da dinamarquesa Pernille Blume, campeã no Rio2016.

Tal como sucedera nos 4x100 livres, a australiana contribuiu ainda para a vitória do seu país na estafeta dos 4x100 estilos, renovando o recorde olímpico ao fim de 3.51,60 minutos, de modo a destronar os Estados Unidos, ao qual se seguiu o ‘vizinho’ Canadá.

‘Carrasco’ de Novak Djokovic, número um do ténis mundial, o alemão Alexander Zverev derrotou o russo Karen Khachanov na final do torneio de singulares masculinos, por 2-0, um dia depois de o espanhol Pablo Carreño Busta ter ‘selado’ o bronze perante ‘Nole’.

A República Checa saiu vitoriosa da final de pares femininos frente à Suíça, por 2-0, impedindo Belinda Bencic de repetir o triunfo obtido no sábado no quadro individual, num pódio completado pelo Brasil, a caminho de uma inédita medalha olímpica no ténis.

Na ginástica artística, a ‘estrela’ norte-americana Simone Biles abdicou da prova de solo, após já ter renunciado aos eventos de salto e paralelas assimétricas e ao concurso geral, afetada por um ‘colapso’ emocional, que a levou a desistir em plena prova por equipas.

Quem aproveitou foi a brasileira Rebeca Andrade, vencedora nos saltos, com 15.083 pontos, diante da americana Mykayla Skinner e da coreana Seojeong Yeo, e a belga Nina Derwael, que puxou dos galões de bicampeã mundial nas paralelas assimétricas e totalizou 15.200, acima da russa Anastasia Ilyankova e da americana Sunisa Lee.

Se o bicampeão do mundo Artem Dolgopyat deu o primeiro ouro a Israel em Tóquio2020 no concurso masculino de solo, com 14.933 pontos, à frente do espanhol Rayderley Zapata e do chinês Xiao Ruoteng, o britânico Max Whitlock repetiu o ouro no cavalo com arções, com 15.583, seguido do taiwanês Kai Chih Lee e do japonês Kazuma Kaya.

A China voltou a apresentar credenciais nos saltos para a água, graças à ‘dobradinha’ de Shi Tingmao na prova feminina de trampolim a três metros, graças a uma pontuação de 383.5, bem longe da compatriota Han Wang e da norte-americana Krysta Palmer.

A potência asiática também recuperou o domínio no torneio de singulares femininos de badminton, que venceu pela quinta vez em oito edições, com Chen Yu Fei a ganhar na final a taiwanesa Tzu-Ying Tai, após a indiana Pusarla Sindhu ter chegado ao bronze.

O americano Xander Schauffele venceu o torneio de golfe masculino, com 18 pancadas abaixo do par do campo, superando no limite o eslovaco Rory Sannatini, antes de o taiwanês Pan Cheng-tsung se impor no ‘play-off’ de atribuição da medalha de bronze.

Quanto à vela, a classe Laser distinguiu o australiano Matthew Wearn, mais forte face ao croata Tonci Stipanovic e ao norueguês Hermann Tomasgaard, e a dinamarquesa Anne-Marie Rindom, à frente da sueca Josefin Olsson e da holandesa Marit Bouwmeester.

O australiano Logan Martin, com 93,30 pontos, e a inglesa Charlotte Worthington, com 97,50, foram ‘coroados’ os campeões da prova estreante de ciclismo BMX estilo livre.

Na esgrima, a França ‘vingou’ a final perdida no Rio2016 diante da representação russa no florete por equipas masculinas, enquanto a halterofilista equatoriana Neisi Dajomes ergueu um acumulado de 263 quilos para celebrar na categoria feminina de 76 kg.

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