Foram cinco as vezes – em apenas três dias – em que o cronómetro das piscinas do Centro Aquático de Tóquio assinalou um novo recorde olímpico nos 100 metros costas femininos, mas à quinta não foi de vez para a australiana melhorar o seu próprio recorde mundial, ficando a apenas dois centésimos de fazê-lo quando nadou para conquistar o ouro na prova.

Para alcançar o título em Tóquio2020, Kaylee McKeown ‘recuperou’ o recorde olímpico perdido na véspera para Regan Smith, nadando em 57,47 segundos, com a norte-americana, que na segunda-feira tinha cumprido a distância em 57,86, a ser apenas terceira, atrás de Kylie Masse, a canadiana que, no domingo, tinha sido a primeira a bater a marca.

Aquela que foi a luta mais emocionante até ao momento na natação acabou de forma dececionante para Smith, que gastou mais 58 centésimos do que a sua rival australiana, enquanto Masse fez 25 centésimos pior do que a vencedora, que até ‘virou’ abaixo do seu recorde mundial.

“É algo com que sempre sonhei”, assumiu a australiana de 20 anos, pouco antes de os homens ‘saltarem’ para a piscina para discutirem o título masculino dos 100 metros costas, numa prova com um desfecho surpreendente.

O recordista mundial e campeão olímpico do Rio2016 Ryan Murphy foi surpreendido pelo russo Evgeny Rylov e os Estados Unidos, vencedores ininterruptos da prova desde Atlanta1996 (e, já agora, também nos 200 costas), perderam aquele que seria o sétimo título olímpico consecutivo.

Rylov, o primeiro russo a vencer a distância na história dos Jogos Olímpicos, estabeleceu um novo recorde europeu, fixando-o em 51,98 segundos, e foi acompanhado no pódio pelo seu companheiro do Comité Olímpico da Rússia Kliment Kolesnikov, que foi dois centésimos mais lento, e por Murphy, bronze com o tempo de 52,19 (o seu recorde mundial e olímpico é de 51,85).

O ‘desgosto’ norte-americano foi atenuado pela surpreendente vitória de Lydia Jacoby nos 100 metros bruços: aos 17 anos, a primeira nadadora olímpica vinda do Alasca tornou-se a terceira mais jovem campeã olímpica dos Estados Unidos nos últimos 20 anos, após Katie Ledecky e Missy Frankling.

O triunfo de Jacoby, que parou o cronómetro nos 1.04,95 minutos, valeu também a 250.ª medalha de ouro olímpica aos Estados Unidos na natação – um número só superado pelas 335 do atletismo.

Outra norte-americana, a recordista mundial Lilly King, foi a grande derrotada na prova, ao ser apenas medalhada de bronze, atrás da sul-africana Tatjana Schoenmaker, naquela que foi a sua primeira derrota numa final dos 100 bruços desde dezembro de 2016.

Na outra final do dia, os 200 metros livres, a Grã-Bretanha alcançou a ‘dobradinha’, com Tom Dean a vencer, em 1.44,22 minutos, e Duncan Scott a ser medalha de prata, a quatro centésimos.

Na ausência do campeão olímpico do Rio2016, o chinês Sun Yang, devido a uma suspensão motivada por um estranho caso num controlo antidoping – destruiu com um martelo um frasco com amostras do seu sangue -, o bronze foi conquistado pelo brasileiro Fernando Scheffer, que ficou a 44 centésimos do vencedor.

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