O ministro do Desporto cabo-verdiano disse que “fez tudo” o que podia no caso envolvendo a recusa de vistos a atletas para um estágio em Portugal antes do Mundial de andebol, defendendo que estas situações não deviam acontecer.

O caso foi tornado público na terça-feira pelo Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) cabo-verdiano, que lamentou a recusa de vistos – pelo Centro Comum de Vistos (CCV) da Praia - a três dos cinco atletas residentes no arquipélago convocados para integrarem o estágio em Portugal (02 a 08 de novembro) de preparação para o Mundial de andebol masculino, que acontece em janeiro, no Egito.

À margem de uma conferência de imprensa, hoje, na Praia, o ministro do Desporto, Fernando Elísio Freire, explicou que antes da decisão do CCV (que assume a emissão de vistos para vários países europeus, liderado atualmente por Portugal) reuniu-se com o embaixador de Portugal para informar sobre os atletas que a seleção de Cabo Verde pretendia levar para estágio e que contactou a embaixada após a recusa do pedido de vistos.

“Pessoalmente voltei a enviar uma carta dizendo que assumia, enquanto Governo de Cabo Verde, toda a responsabilidade no regresso dos atletas, na segurança de que estávamos perante um processo institucional. Mas o CCV alegou os motivos que alegou, temos que trabalhar para que essas situações não aconteçam”, afirmou Fernando Elísio Freire.

Até agora, nenhuma instituição portuguesa ou cabo-verdiana explicou quais os motivos que levaram à recusa de emissão daqueles vistos. Contactada pela Lusa, fonte oficial do CCV disse apenas que os motivos foram explicados aos próprios.

A seleção masculina de andebol de Cabo Verde vai participar pela primeira vez no mundial da modalidade, que acontece em janeiro, no Egito.

O estágio está a decorrer na cidade do Porto, com concentração agora de 20 jogadores.

Depois disso, segue-se a escolha dos convocados finais, que voltam a concentrar-se em 26 de dezembro até início da prova.

Questionado pelos jornalistas, Fernando Elísio Freire disse que o Governo “está a fazer tudo” para que a seleção de andebol masculino tenha “todas condições financeiras, logísticas e institucionais” para estar presente na fase final da competição, nomeadamente a realização dos estágios de preparação.

“A seleção terá um outro estágio, daqui a pouco tempo, e até lá teremos todas as condições de suprir todas as falhas que eventualmente possam ter acontecido no processo. Mas o que posso garantir é que o Governo fez tudo para que todos os convocados estivessem no estágio”, referiu Fernando Elísio Freire.

“O Governo cabo-verdiano, naturalmente, continuará empenhado em manter as melhores relações com todos os países, neste caso em concreto com Portugal, mas também estaremos cá firmes e determinados em defender os interesses dos cabo-verdianos e das cabo-verdianas”, acrescentou o governante, sobre um caso que tem motivado várias críticas a Portugal na opinião pública cabo-verdiana.

O 27.º campeonato do mundo de andebol vai decorrer no Egito de 14 a 31 de janeiro próximo.

A seleção cabo-verdiana integra o Grupo A, juntamente com Hungria, que vai ser o adversário de estreia, bem como a Alemanha e Uruguai.

Segundo a informação anterior do IDJ, em 30 de outubro, “véspera da partida para o estágio em Portugal”, foi recebida a informação “de que haviam sido colocados vistos somente a parte da delegação e rejeitado a colocação de vistos aos atletas”.

“Que são os mais importantes na preparação e foco de todo o esforço e dedicação do IDJ, I.P. e Federação Cabo-verdiana de Andebol”, escreveu o instituto cabo-verdiano, no comunicado de terça-feira.

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