Depois da realização da 57ª edição da corrida de São silvestre, a federação angolana de atletismo organiza amanhã, no estádio dos Coqueiros, o meeting internacional de atletismo de pista na distância de 5000 metros.

A prova conta com os participantes da corrida de estrada, que de acordo com o regulamento, são obrigados a competir sob pena de verem reduzido eventuais prémios conquistados no São Silvestre.

Fazendo um balanço do São Silvestre2012, o presidente do órgão máximo do atletismo angolano, Carlos Rosa, revelou que os tempos feitos pelos atletas nas duas últimas edições, 2011 e 2012, são dos melhores, segundo a Federação Internacional de Atletismo: «Os tempos registados na presente e edição passada, estão entre as dez melhores marcas no ranking da IAF, em prova de estrada e vamos continuar a trabalhar para mantermos os níveis».

Para 2013 segundo o dirigente federativo, o organismo que gere vai internacionalizar a corrida: «estamos a negociar com a DSTV, sistema de televisão digital, no sentido de internacionalizarmos a corrida, independentemente da TPA, já ser um canal internacional».    

Recorde-se que no dia 31 de dezembro de 2012, o etíope Atsedu Tesfaye conquistou a edição 57 da tradicional corrida do fim de ano. Atsedu Tesfaye, que cronometrou 28:17, ampliou o quadro para 20 as conquistas da São Silvestre de Luanda para a Etiópia.

No sector feminino, a primazia coube à queniana Jeptoo Priscah, com o tempo de 32:31, inscrevendo seis vezes o nome da sua pátria na galeria da classe.

Quanto aos nacionais, o atleta Rafael Epesse, do clube 1º de Agosto, em 23º lugar com 31 minutos e 24 segundos, e Ernestina Paulino, na 16ª posição com 35:18, foram os melhores angolanos.

O vencedor em masculinos recebeu um milhão e 500 mil kwanzas, enquanto em feminino um milhão e 200. Os dois primeiros corredores nacionais receberam viaturas.

Bombeiros tiveram muito trabalho

Por outro lado 89 atletas foram assistidos no Estádio dos Coqueiros, após a disputa do São Silvestre, de acordo com o chefe de equipa do Sistema Integrado de Emergências Medica, Ezequiel Hichica. Na edição passada os bombeiros assistiram 12 pessoas, número esse que cresceu face o maior número de atletas e a má preparação dos mesmos. Segundo Ezequiel Hichica.

Segundo a equipa de assistência no local apenas existiu um caso grave que obrigou a transferência do paciente para o Hospital Josina Machel. Os restantes assistidos foram reanimados no local.  Por sua vez, o coordenador disse que os atletas nacionais lideram a lista dos assistidos com 43, etíopes 25 e do Quénia 21.  

Outras ocorrências apontadas foram de dois concorrentes estrangeiros que não terminaram a corrida e foram tratados no mesmo posto de saúde, com fortes dores musculares e exaustão.
 Estavam destacados oito médicos, 25 enfermeiros e dez voluntários. A equipa médica contou ainda com o apoio de outros efetivos do Serviço de Bombeiros e Imergências Medicas.

O tiro de largada da prova aconteceu às 17 horas no largo da Mutamba, passando os corredores pelas avenidas Amílcar Cabral, Revolução de Outubro, Ho-chi-Min, Alameda Manuel Van-Dúnem, Comandante Valódia, Missão, Robert Hudson, 4 de Fevereiro, Largo do Baleizão e Estádio dos Coqueiros.

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