Angola deve apostar fortemente na formação como forma de recuperar o prestígio internacional e manter a hegemonia continental a nível do basquetebol, disse esta quarta-feira, em Luanda, o antigo seleccionador nacional Carlos Dinis.

Ao analisar o actual estado da modalidade no país, o treinador do Atlético Sport Aviação (ASA) referiu à Angop que no passado já havia projectos bem delineados e que deviam ser retomados em prol do desenvolvimento do desporto angolano.

“Os êxitos que o país teve foram o resultado de uma estrutura financeira boa por parte do Estado e o trabalho dos clubes. Além das acções formativas dos atletas e treinadores, as equipas grandes e selecções nacionais tinham muitas participações internacionais, que permitia em média fazerem acima de 40 jogos. Por isso, devíamos retomar”, argumentou.

O técnico, que questionou as formas de financiamento do Estado às instituições desportivas, sem o controlo e prestações de contas necessárias, para aferir a utilidade do erário aos fins destinados, defendeu o melhor aproveitamento da política de atribuição de bolsas de estudos, para a formação de quadros, no geral, e do desporto, em particular.

“É preciso compreender que o estado ganharia mais aproveitando os convénios existentes e mandar jovens em formação no exterior do país, tanto em universidades tanto em outros estabelecimentos de ensino. Angola beneficiária de bons jogadores e quadros das distintas áreas da sociedade caso enviasse mais de 20 jovens aos Estados Unidos da América”, exemplificou.

Acrescentou que a formação, sendo um processo longo e viável, requer investimentos financeiros, apelando a uma maior sensibilidade por parte das autoridades, para a implementação e materialização das políticas traçadas.

A necessidade da criação de academias, centros especiais de treinamento ou de alto rendimento, melhor organização e estruturação das agremiações nacionais, entre outros, também mereceram referências por parte do ex-treinador da selecção angolana de basquetebol, que já conquistou 11 títulos africanos.

Além de perder o título continental para a Tunísia, Angola esmera-se para se qualificar ao próximo mundial, a realizar-se em 2019, na China. A partir de sexta-feira disputa a última etapa de apuramento, em Luanda, no pavilhão do Kilamba. A selecção precisa no mínimo de duas vitórias para marcar presença nesta prova “asiática”.

O cinco nacional ocupa a segunda posição do grupo E, com 15 pontos. Vai defrontar os Camarões (14 pontos), Tchad (12) e a Tunísia, já apurada com 18 pontos.

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