A Guiné-Bissau fecha no sábado a primeira participação nuns Jogos Paralímpicos com a presença na final dos 400 metros T46 femininos, mas mesmo se partir sem medalhas, o chefe da Missão considera a experiência positiva.

«Há sempre expetativas», admitiu Vladimir Sano, que é também o secretário-geral do Comité Paralímpico para a Guiné-Bissau, para quem, «sendo uma primeira experiência», seria um «orgulho grande obter qualquer coisa».

Porém, as primeiras provas não tiveram os resultados esperados: nos 400 metros T46 masculinos, César Lopes Cardoso não se qualificou para a final, o mesmo tendo acontecido nos 100 metros T46 femininos, embora Ussumane Cande onde feito a melhor marca da época (14,87 segundos).

A atleta tem a hipótese de redimir-se no penúltimo dia de competições, mas se não conseguir, vinca Vladimir Sano, «não é motivo de desânimo».

Sendo uma estrutura nova, o dirigente considera que «lutar para a frente» e procurar a qualificação para os Jogos Paralímpicos Rio de Janeiro2016.

Um desafio será melhorar as condições de treino, pois o estádio nacional onde estão as pistas de atletismo está, segundo César Cardoso, em obras, o que obrigou a fazer toda a preparação, nos últimos sete meses, em estrada.

Além de atletas T46, com braços ou membros inferiores amputados, há a perspetiva de participar no futuro em modalidades de T11 (deficiência visual) e T35 (paralisia cerebral).

Para já, estar na capital britânica e competir num estádio cheio serviu para fazer falar da Guiné-Bissau.

«Estar num ambiente destes, de convivência e troca de experiências, é bom para a Guiné-Bissau e para o povo da Guiné-Bissau», garante Vladimir Sano.

Os Jogos Paralímpicos Londres2012 terminam a 9 de setembro.

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